21.1 C
Rio de Janeiro
quarta-feira, setembro 23, 2020
- Publicidade -

Emicida evidencia de onde emana o verdadeiro poder em “Eminência Parda”

- Publicidade -
- Publicidade -

Antes de entrar em estúdio para dar vida ao seu novo conjunto de ideias, Emicida refletiu sobre qual assunto abordar. Afinal de contas, o seu último álbum – Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa – está prestes a comemorar quatro anos. O rapper nunca ficou tanto tempo “ausente”. Era importante, antes de qualquer outra coisa, observar o mundo após a sua imersão na África, além de entender o que era vital compartilhar depois dessa experiência. Percebeu então que o caminho para o seu terceiro projeto seria falar sobre reconectar as coisas.

Para isso, contudo, era preciso deixar claro onde tais coisas estão, qual é o significado delas e a que lugar elas, de fato, pertencem. Não à toa, o primeiro single dessa nova fase, intitulado “Eminência Parda”, que acabou de chegar aos aplicativos de música e ao canal de YouTube do artista, evidencia de onde emana o poder verdadeiro. A produção fica por conta da Laboratório Fantasma e a distribuição da faixa é da Sony Music.

“Eminência parda é uma expressão francesa que tem um significado provocador, assim como essa canção”, diz Emicida. “De onde emana o verdadeiro poder? Quem nos diminuiu até acreditarmos que o poder e pessoas como a gente eram elementos contrários? É uma música sobre grandeza autêntica”, explica.

>
>
>

A faixa abre com a cantora paraense Dona Onete dando voz aos versos do “Canto II”, de o Canto dos Escravos, álbum de domínio público que contém cantos ancestrais dos negros benguelas, de São João da Chapada (um dos distritos de Diamantina, Minas Gerais).

- Publicidade -

Emicida conta também com a participação do expoente do rap paulista Jé Santiago, que agrega com melodia e versos sobre um jovem negro que não virou estatística e vem conquistando o seu espaço. Outra colaboração potente é a do rapper português Papillon, que traz a sua mensagem sobre força e pertencimento de lá do outro lado do Atlântico, dando continuidade à ambição de Emicida de fazer o Oceano Atlântico ser somente um “detalhe”.

A narrativa de “Eminência Parda” reflete o que Emicida viveu e conquistou nos 10 anos de existência da Laboratório Fantasma. Exalta a trajetória que construiu, os caminhos que abriu e a sua essência de tornar o impossível possível. “Somos maiores do que os pesadelos que nos impuseram, os vencemos antes e vamos vencê-los agora”, sintetiza.

“Eminência Parda” ganhou um videoclipe desconcertante dirigido por Leandro HBL. Com roteiro assinado pelo próprio Emicida em parceria com o diretor, o registro audiovisual mostra como o poder grandioso e verdadeiro ofende o falso poder.

Emicida – Eminência Parda part. Dona Onete, Jé Santiago e Papillon

Ficha técnica da música:

Letra: Emicida, Jé Santiago e Papillon

Voz: Emicida, Dona Onete, Jé Santiago e Papillon

Música: Nave

Gravadora: Laboratório Fantasma

Direção Geral: Evandro Fióti

Produção executiva: Raissa Fumagalli

Assistente de produção executiva: Lohana Schalken

Mixagem: Maurício Cersosimo

Masterização: Maurício Gargel

Preparação vocal Emicida: Thiago Jamelão

Gravado por Emicida no estúdio Paraíso dos Novos Ricos e por Tofu Valsechi no Lab Estúdio

Dona Onete interpreta Canto II de o “Canto dos escravos” álbum de domínio público do folclore brasileiro. E foi gravada por JP Cavalcante & Geraldinho Magalhães num quarto de hotel durante turnê com Dona Onete pela Oceania em março de 2019.

Ficha técnica do clipe:

Roteiro: Emicida e Leandro HBL

Direção: Leandro HBL

1º assistente de direção: Pietro Sargentelli

2º assistente de direção: Giovanna Postglione

Direção executiva: Evandro Fióti

Coordenação executiva: Raissa Fumagalli

Produção executiva: Lohana Schalken

Coordenador de produção: Luis E. Milliet

Produção: Marcela Sutter

Direção de fotografia: Vagner Jabour

1º assistente de câmera: Bernardo Nunes Nielsen

2º assistente de câmera e logger: Elisa Manuella Ratts

3º assistente de câmera: Sabrina Cristina Duarte

Coordenação de pós produção: Diego Nascimento

Montagem: Talles Martins

Edição extra: Lucas Rangel

Diretor de produção: Amiten

Produtor: Fábio Augusto Rosa

Produtor de locação: Rodrigo

Assistente de produção: Bruno Azzi, Thiago Pupo de Almeida Mercês e Gustavo Bueno Dantas

Produção de elenco: Rodrigo do Santos Correa e Viviane Barbosa Simões

Preparador de elenco: Flavio Nastasi Falcone

Som direto: Samuel Braga

Produtor de figurino: David Loreti

Assistente de figurino: Rebecca Beolchi Vieira

Maquiagem: Eliana Mendes de Oliveira

Assistente de maquiagem: Karina H. Pedrosa

Assistente de maquiagem e cabelo: Monica Barboza da Cunha

Diretor de arte: Marcelo Larrea

Produtora de objeto: Fernanda Vilarinho Bley

Assistente de arte: Aristides Coimbra

Chefe de elétrica: José Adalberto de Paula

Assistente de elétrica: Alexandro Alves de Brito

Maquinaria: Marco Antonio Almeida

Assistente de maquinaria: Marcelo Lopes de Andrade Leite

Contra regra: Leandro Paulino de Souza e Marcio Parafina

Elenco: Bruna Misio D’Col, Buiu, Dani Moreno, David Wendefilm, Dudu Sá, Fábio Mazzini, Fania Espinosa, Livia Camargo, Marco Marfia, Nill Marcondes, Paulo Balistrieri, Roberto Borenstein,  Vensam, Victoria Reis, Vitória Kétlyn, Telma de Araújo e Yraió

Parcerias: Warriors VFX, Psycho In Look e Cabaret

Um produção Laboratório Fantasma Produções

Letra:

(Dona Onete)

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai

(Jé Santiago)

Escapei da morte

Agora sei pra onde eu vou

Sei que não foi sorte

Eu sempre quis tá onde eu tô

Não confio em ninguém não

Muito menos nos pou-pou (fuck the police)

Dinheiro no bolso

Meu pulso todo congelou

Foi antes dos show

Bem antes do blow

Eu tava com meus bro

Antes do hype e uns invejoso

Escapei da morte

Agora sei pra onde eu vou

Sei que não foi sorte

Eu sempre quis tá onde eu tô

(Emicida)

Ok,

Eram rancores abissais (mais)

Fiz a fé ecoar como catedrais

Sacro igual torás, mato igual corais

Tubarão voraz de saberes orientais

Meu cântico fez do atlântico um detalhe quântico

Busque-me nos temporais (vozes ancestrais)

Não se mede coragem em tempos de paz

Estilo Jesus 2.0 (carai, Jesus 2.0)

Caminho sobre as água das mágoa dos pangua

Que caga essas regra que me impusero

Era um nada hoje guardo o infinito

Me sinto tipo a invenção do zero

Num sou convencido, sou convincente

Vê na rua o que as rima fizeram

Da pasta base pra base nas pasta o mundão arrasta

A milhão minha casta voa, ping-pong

Afasta bosta, basta, mente rasta vibra

Recalibra o ying-yang

Igual um cineasta, busco a fresta, ofusco a festa

Miro a testa, eu mando um kim jong (masta)

Eu decido se vocês vão lidar com o king

Ou se vão lidar com o kong

Em ouro tipo asteca, vim da vida seca

Tudo era um saara, saara, saara

Abundância é a meta, tipo meca

Sou thomas sankara que encara e repara

Pick recém nascido, cercado de checa,

Mescla de vivara, guevara, lebara

Minha caneta ta fudendo com a história branca

E o mundo grita, não para, não para, não para

Então supera a tara velha nessa caravela

Sério para fela, escancara tela em perspectiva

Eu subo quebro tudo e eles chama de concerto

Penso que de algum jeito trago a mão de shiva

Isso é deus falando através dos mano

Sou eu mirando e matando a klu

Só quem driblou a morte pela norte saca

Que nunca foi sorte sempre foi Exu ( hu!)

Meto terno por diversão

É subalterno ou subversão

Tudo era inferno eu fiz inversão

A meta é o eterno, a imensidão

Como abelha se acumula sob a telha

Pastoreio a negra ovelha que vagou dispersa

Polinização pauta conversa

Até que nos chamem de colonização reversa

(Papillon)

Não tem dor que perdurará

Nem o teu ódio perturbará

A missão é recuperar

Cooperar e empoderar

Já foram muito anos na retranca

Mas preto não chora, mano levanta

Não implora, penhora a bandeira branca

Não cansa a garganta com antas

Não adianta não

Foco e atenção

Na nossa ascensão 

Fuck a opressão (ya)

Não tem outra opção 

Até estar tudo em pratos

Limpos, sem sabão (ya)

A partir de agora é papo reto sem rodeio

Olha direto nos olhos de um preto sem receio

Dizem que eu cruzei a meta

Pra mim nem comecei

Cheguei, rimei, ganhei, sou rei

(Jé Santiago)

Escapei da morte

Agora sei pra onde eu vou

Sei que não foi sorte

Eu sempre quis tá onde eu tô

Não confio em ninguém não

Muito menos nos pou-pou (fuck the police)

Dinheiro no bolso

Meu pulso todo congelou

Foi antes dos show

Bem antes do blow

Eu tava com meus bro

Antes do hype e uns invejoso

Escapei da morte

Agora sei pra onde eu vou

Sei que não foi sorte

Eu sempre quis tá onde eu tô

(Dona Onete)

Muriquinho piquinino, muriquinho piquinino

Purugunta aonde vai, purugunta aonde vai

Boletim Carioca

Assine nossa Newsletter e receba as últimas notícias e ofertas de nossos parceiros em seu email

Veja Também

Últimas Notícias

Vasco da Gama x Botafogo na Copa do Brasil: Escalações e onde assistir

Vasco da Gama e Botafogo se enfrentam nesta quarta-feira, dia 23. Para um deles, a partida termina com a vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Para o outro, vai representar o fim do sonho do título.
- Publicidade -