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sábado, setembro 19, 2020
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Samba na Gamboa celebra os 60 anos de Zeca Pagodinho

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Durante a descontraída conversa repleta de música na tradicional roda de samba da emissora pública, o bamba canta alguns de seus maiores clássicos da carreira como “Lama nas ruas”, “Deixa a vida me levar”, “Verdade” e “Coração em desalinho”.

Com 35 anos de estrada e mais de 20 discos em sua trajetória, Zeca Pagodinho é considerado um dos maiores nomes do samba e pagode. O experiente músico relata episódios da trajetória de vida e profissional no mundo da música com a humildade que marca seu jeito de ser.

Essa edição especial do programa Samba na Gamboa, da TV Brasil, conta, ainda, com a ilustre participação do arranjador, produtor musical e violonista Paulão Sete Cordas, parceiro de primeira hora de Zeca Pagodinho.

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O encontro com Diogo Nogueira é uma viagem musical pela trajetória de Zeca Pagodinho que desde a infância já demonstrava interesse pelo gênero que o consagrou. Mesmo cultivando a simplicidade e o conhecido medo de avião, ele levou o samba para palcos do mundo inteiro.

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O músico reflete sobre a vida simples, apesar de se manter há décadas no centro dos holofotes. Zeca conjuga o sucesso com a espontaneidade no cotidiano do pai de família e avô, fiel aos seus amigos e ao projeto social que criou em Xerém. Idealista, Jessé Gomes da Silva Filho acredita na música como melhor futuro para as crianças.

Além de recordar o passado, nos pagodes no Cacique de Ramos, quando teve que mostrar talento e atitude para ser aceito, Zeca Pagodinho comenta o mais recente trabalho ao lado de Maria Bethânia, a turnê conjunta “De Santo Amaro a Xerém”. Os dois ídolos rodaram juntos várias capitais para levar o fruto de um trabalho que começou no “Quintal do Pagodinho”.

Simplicidade como marca da carreira

Apesar da fama, o sambista faz questão de cultivar os amigos e hábitos da infância nos bairros de Irajá e Del Castilho. Mito nos palcos, Zeca Pagodinho também revela seu esforço para preservar a sua vida simples. No sítio em Xerém, onde curte o papel de avô, vê novelas e também realiza um projeto social. Lá, ele é um sujeito que jura ainda não ter se acostumado à popularidade.

Filho de Seu Jessé e Dona Irinéia, Zeca nasceu em Irajá no dia 4 de fevereiro de 1959. Ainda menino, já despontava nas rodas de samba nos quintais da família, na Zona Norte do Rio. Após cursar a quarta série, sua escola foi formada pelos professores do samba: Candeia, Cartola, Monarco, Almir Guineto e pelas inesquecíveis rodas de samba do Cacique de Ramos. 

Primeiros hits no início da trajetória

Foi a madrinha Beth Carvalho que gravou o primeiro sucesso de Zeca em 1983: “Camarão que dorme a onda leva”, composição de sua autoria, Arlindo Cruz e Beto Sem Braço. Em seguida, Alcione interpretou o clássico “Mutirão de amor”. Começava a correr pelo país o talento dos versos do sambista que se tornaria um herói do gênero.

O estouro veio no disco “Raça Brasileira” (1985) com outros talentos que despontavam nos terreiros de samba da cidade. Zeca emplacou “Mal de amor”, “Garrafeiro”, “Bagaço da laranja” e “A Vaca”. O álbum vendeu 100 mil cópias, tornou-se um marco e ajudou a gravar o nome dessa geração na história da música popular carioca.

O primeiro disco solo do bamba veio no ano seguinte, em 1986. Atingiu um milhão de cópias vendidas. O menino franzino que rodava a cidade de ônibus levando seu cavaquinho num saco de supermercado tinha virado um fenômeno.

Repertório farto de crônicas de amor

Carismático e versador brilhante, Zeca Pagodinho se tornou célebre em eternizar as dores de amor e os costumes do povo. O compositor desenvolveu um vasto repertório de sambas com tom de crônicas populares. “Judia de mim”, “Brincadeira tem hora”, “Quando eu contar Iaiá” e “Coração em desalinho” se tornaram clássicos assim que nasceram.

Após outros discos de sucesso, em 2002, o artista venceu o Grammy no quesito “Melhor álbum de samba”, com “Deixa a vida me levar”, o hino da Copa do Mundo. É uma das muitas celebrações da vida do músico que fez dos terreiros do samba seu maior palco.

Sobre a sétima temporada do Samba na Gamboa

Nesta sétima temporada, em 21 edições de 52 minutos, o sambista Diogo Nogueira recebe nomes aclamados e artistas em início de carreira de várias vertentes da música nacional. A nova geração está representada por jovens talentos que estão conquistado espaço como Arlindinho, Juninho Thybau, Mingo Silva e Nego Álvaro, entre tantos outros.

Já a turma com a bagagem de anos na estrada reúne astros como Martinho da Vila, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Sombrinha, Teresa Cristina, Roberta Sá, Antonio Carlos e Jocafi, Xande de Pilares, Pretinho da Serrinha e Nilze Carvalho, além dos grupos Fundo de Quintal, Amigos do Pagode 90 e Casuarina.

Produzido pela TV Brasil em parceria com a Giros, o Samba na Gamboa tem direção geral de Belisário França. A banda que acompanha Diogo Nogueira no programa é formada por Alceu Maia (produção musical e cavaquinho), Cacau de Castro (surdo), Carlinhos de Castro (pandeiro), Daniel Félix (percussão), Victor Neto (sopros) e Wallace Peres (violão sete cordas).

No ar toda sexta-feira, às 21h45, o Samba na Gamboa também pode ser acompanhado pela TV Brasil nas madrugadas de sexta para sábado, às 4h45, e aos sábados, às 18h30. As edições do programa também ficam disponíveis no site da TV Brasil. O conteúdo sob demanda pode ser acessado no endereço: http://tvbrasil.ebc.com.br/sambanagamboa.

Serviço

Samba na Gamboa – sábado, dia 23/3, às 18h30, na TV Brasil

Samba na Gamboa – http://tvbrasil.ebc.com.br/sambanagamboa

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