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quarta-feira, setembro 30, 2020
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Sônia Maria diz que Vasco da Gama lançará cartilha contra o preconceito e afirma “Vamos conquistar patrocinadores em breve”

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Sônia Maria Andrade dos Santos é a primeira mulher a sentar na cadeira de vice-presidente da história do Vasco da Gama e vem sendo a responsável pelo trabalho social desenvolvido pelo clube.

Registradora Pública, Sõnia vem ajudando o presidente Alexandre Campello e a diretoria cruzlmaltina a recuparar a imagem do Gigante, que passou por alguns arranhões em suas últimas gestões.

Uma das idealizadoras do projeto ‘Vasco Delas’, a Vice-Presidente concedeu entrevista exclusiva ao Diário Carioca, na qual falou sobre os projetos sociais do clube e, claro, sobre futebol. No bate papo, Sônia comentou a polêmica sobre a segunda edição do ‘Vasco Delas’, que contará com a participação da deputada federal Joice Hasselamnn. Sônia afirma que viu a polêmica com muita tristeza: ”
A ideia do evento é poder incluir todo tipo de pensamento no debate para que possamos entender melhor o que se passa na mente do outro “.

A Vice Presidente também comentou sobre os futuros projetos sociais do clube e antecipou que o Vasco da Gama lançará em breve uma cartilha informativa que leva o nome de “Vasco contra todas as violações de direitos”.

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Confira abaixo o bate papo com a vice-presidente geral do Club de Regatas Vasco da Gama, Sônia Maria Andrade:

Diário Carioca – Como vem sendo sua atuação no Vasco da Gama?

Sônia Andrade – Minha atuação está sendo focada no combate à violação de todos os tipos de direitos, incluindo os das crianças, adolescentes e mulheres. Sendo assim, venho trabalhando incansavelmente com o objetivo de conseguir deixar um legado de inclusão e respeito no Club de Regatas Vasco da Gama.


Diário Carioca – A política do clube tem sido, literalmente, um caldeirão. Como a senhora analisa o momento político do Vasco da Gama?


Sônia Andrade – A partir do momento que eu decidi abraçar o social – no momento, focando na causa do combate à violação de direitos -, minha atenção se voltou totalmente para cumprir essa missão com excelência. Sendo assim, a questão política do clube está sob a responsabilidade de um outro departamento.

DC – Desde que a nova diretoria assumiu, está havendo um resgate da imagem do Vasco da Gama como instituição, e não mais só como time de futebol, como relembrar ídolos e valorização da história do clube e da marca. Qual tem sido o seu papel nestes aspectos?

SA – É muito importante entender que os clubes não são apenas times de futebol, vão muito além disso. O meu pensamento é que nós devemos “abraçar” as pessoas antes de qualquer coisa. Os jogadores precisam ser vistos como pessoas e não como produtos do clube. As mulheres precisam ser respeitadas na posição que elas ocupam e nas funções que elas exercem. Nossa história tem grande valor, o Vasco foi o primeiro time de futebol a dizer não ao racismo, a ir contra o preconceito. Isso não pode ser esquecido. Dessa forma, o meu papel está relacionado a trazer o lado social do clube de volta. No momento, estou à frente do desenvolvimento de ações que combatem discriminações e violências de todos os gêneros.

DC – A Torcida do Vasco da Gama está ansiosa por um patrocínio master. Muitas empresas foram cogitadas, mas até o momento nada de concreto foi apresentado. Há uma previsão para que o espaço na camisa seja preenchido?

SA – Na verdade, quem está trabalhando diretamente com essa questão é o presidente Alexandre Campello. Porém, eu entendo que o Brasil está passando por um estado crítico. A dificuldade financeira é encontrada em todos os lugares, incluindo nos estados e nas empresas. Acredito que a grande dificuldade esteja aí. Apesar disso, estamos caminhando para alcançar nossos objetivos e tenho certeza que, com a competência que o presidente Campello tem demonstrado em sua gestão, vamos conquistar patrocinadores em breve.

DC – A senhora tem um perfil voltado para o social, mas também chega a influenciar no futebol do clube?

Não influencio. Eu acredito que determinadas funções dentro do Club de Regatas Vasco da Gama devem ser delegadas a uma única pessoa. No caso do futebol, quem está por trás das decisões é o presidente do Clube, Alexandre Campello. O meu papel é dar suporte e sugerir quando for necessário.

DC – Sobre o Vasco Delas, recentemente houve uma polêmica por conta da participação da deputada Joice Hasselmann, como a senhora analisa esse episódio?

SA – Com muita tristeza. A ideia do evento é poder incluir todo tipo de pensamento no debate para que possamos entender melhor o que se passa na mente do outro, nos explicar de forma mais clara e ter uma resposta imediata sobre essa questão urgente. Afinal, se convidarmos apenas pessoas com uma mesma linha de pensamento, nunca atingiremos nosso objetivo, pois para que haja um debate é necessário ter opiniões diferentes dentro de uma mesma conversa. É triste o fato de algumas pessoas não conseguirem entender e tentar desvalorizar uma ação de tamanha importância por conta de uma convidada.

DC – Quais são seus planos para os próximos anos de mandato, existem outros projetos sociais em pauta no clube?

SA – Lógico. Sempre fui apaixonada pela área social. No momento, estamos focados no planejamento e desenvolvimento do “Vasco Delas”, mas não vamos parar por aí. Inclusive, no próprio evento, o Club de Regatas Vasco da Gama vai lançar uma cartilha informativa que leva o nome de “Vasco contra todas as violações de direitos”. Nela, o público encontrará informações sobre como identificar as diferentes formas de preconceito, orientações sobre como agir quando se deparar com alguma situação, telefones de apoios especializados etc. Quanto a existência de outros projetos que estão em pauta, temos vários. Porém, não posso falar sobre eles no momento. O que posso dizer é que o meu objetivo é transformar os estádios de futebol em um ambiente mais seguro e agradável para todos.

DC – Houve rumores de que a senhora poderia se candidatar à presidência do clube. É verdade?

SA – De jeito nenhum. Esse nunca foi e nunca será o meu objetivo dentro do Club de Regatas Vasco da Gama. Estou ali para auxiliar o presidente Alexandre Campello no que for preciso, além de opinar e sugerir. Estou muito feliz com a minha função e quero continuar dando o melhor de mim para construir um Vasco a cada dia mais inclusivo. Porém, deixo aqui registrado o meu desejo de que, em um futuro próximo mais mulheres possam assumir cargos dentro da gestão de times de futebol, incluindo a presidência.

Boletim Carioca

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