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domingo, setembro 20, 2020
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“O Corinthians atual é melhor que o de 2017”, diz Fábio Carille

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Fábio Carille, 45, ouviu Ronaldo antes de dizer sim ao Corinthians. Em dezembro, pouco antes de o técnico acertar o seu desligamento do Al Wehda, o ex-atacante e hoje presidente do Valladolid aconselhou-o a buscar um desafio mais competitivo do que o futebol saudita.


Isso poderia colocá-lo na linha sucessória de Tite, na seleção brasileira, e ainda abrir as portas do futebol europeu, realizando os sonhos de Carille.


“A partir do momento em que eu almejo ser técnico na Europa, em um grande clube, ou chegar à seleção brasileira, isso motiva”, afirmou.
Na sua volta ao Parque São Jorge, o treinador diz ter participado da formação do elenco e na indicação de reforços. O atacante argentino Mauro Boselli, 33, por exemplo, só aceitou o convite do Corinthians após conversar com o técnico, que avalia o time atual como “muito melhor” do que o que comandou em 2017, campeão paulista e brasileiro.

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“É uma equipe mais pronta. Eu lembro que, em 2017, o elenco tinha muitos jogadores buscando o seu espaço e eu também buscava o meu”, diz.

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LEIA A ENTREVISTA:

PERGUNTA – Em que patamar você considera estar como técnico?
FÁBIO CARILLE – Eu não vou me achar consolidado nunca. A partir do momento em que o profissional se vê dessa forma, ele cai no comodismo. Eu vou procurar melhorar a cada dia. Sei o peso [maior] que eu tenho em relação a 2017. [Mas] tenho que ter mais paciência para achar o time e a forma de jogar.

PERGUNTA – Quais são sua ambições?
FÁBIO CARILLE – Meu primeiro objetivo é formar o time [do Corinthians] e buscar a forma de jogar. Futuramente, com os cursos da CBF, estamos cada vez mais ganhando espaço para trabalhar na Europa. Quem sabe eu possa ser o primeiro técnico brasileiro a fazer um grande trabalho lá? O Felipão fez um grande trabalho na seleção portuguesa, mas não em clubes. A minha geração tem tudo para abrir esse espaço.

PERGUNTA – Essa ambição de ir para a Europa influenciou sua volta?
FÁBIO CARILLE – Também. O que me fez mudar em relação à Arábia Saudita foi o problema que eu tive com a estrutura do clube. Eu e minha comissão fomos para lá sabendo que não tinha nada de estrutura, mas a gente iria participar de uma estruturação, o que não houve.

PERGUNTA – O que faltava?
FÁBIO CARILLE – Tudo. Não tinha nada. É um clube que subiu da segunda divisão e estava se estruturando. O ministro que me contratou, a quem eu sou muito grato, ficou muito doente logo após a minha chegada. Ele ficou uns sete meses fora para se tratar nos EUA. Eu fiquei sabendo da situação dele e não iria ficar cobrando, mas a gente tinha de participar de tudo. Contratar médico, fisiologista, nutricionista, suplementos, balança, enfim, tudo.

PERGUNTA – Mesmo se não houvesse a proposta do Corinthians você teria saído do Al Wehda?
FÁBIO CARILLE – Sim. Em novembro, fiquei sabendo que tive sondagens da China, do Japão e alguns clubes do Brasil. Algumas foram sondagens, outras propostas oficiais. Foi quando começou a caminhar para a minha saída.

PERGUNTA – Acha que voltar pode ajudar a te colocar na linha sucessória do Tite na seleção?
FÁBIO CARILLE – A partir do momento em que eu almejo ser técnico na Europa, em um grande clube, ou chegar à seleção brasileira, isso motiva. É um sonho. Eu não imaginava ser o que eu sou hoje. Mas passa a ser um objetivo, sim.

PERGUNTA – Você comentou que o Ronaldo influenciou em sua volta ao Corinthians. Ele o aconselhou sobre seleção brasileira?
FÁBIO CARILLE – Nós falamos pouco sobre seleção brasileira, falamos mais sobre a Europa e outras coisas que são muito pessoais. Quando eu voltei ao Brasil, ele ficou alguns dias em São Paulo, eu fui jantar na casa dele, onde a gente conversou bastante.

PERGUNTA – Sobre o futebol europeu?
FÁBIO CARILLE – Falamos sobre a competitividade que tem lá. Na Arábia eu perdi um jogo em casa para o melhor time do campeonato, por 3 a 0, e sai do estádio ganhando presentes e tirando fotos. São coisas assim que mostram que não é um futebol de muita cobrança.

PERGUNTA – Antes de ir você sabia que era assim?
FÁBIO CARILLE – Sabia. Sabia de tudo.

PERGUNTA – Como foi a sua participação na montagem do elenco do Corinthians?
FÁBIO CARILLE – A partir do momento que fui anunciado, eu comecei a trabalhar com a diretoria. Em 2017 eu pedi um jogador só, o Pablo. Durante o ano, eu pedi o Clayson, que se destacou na Ponte Preta. Em 2018, eu pedi o Henrique, o Renê Júnior, o Vital e o Sidcley. Agora, eu estou participando mais porque precisa de uma mudança maior. Participei das chegadas do Ramiro, do Sornoza, do Boselli, e outros jogadores que possam chegar também terão a participação da comissão técnica.

PERGUNTA – O Corinthians terminou 2018 em baixa. O que o clube apresentou para convencê-lo de que montaria um time forte?
FÁBIO CARILLE – O segundo semestre foi e não foi ruim assim. Independentemente das dificuldades, chegar a uma final de Copa do Brasil não é fácil. No Brasileiro, teve um pouco de dificuldade. Não vejo que foi um ano horrível. Estou surpreso com as contratações. Já está acima do que eu esperava.

PERGUNTA – Este elenco é melhor do que o que você tinha em 2017?
FÁBIO CARILLE – Falando no início do trabalho, eu não tenho dúvidas [que sim]. É claro que falar depois do sucesso que teve em 2017 não tem como comparar. Mas, é uma equipe mais pronta. Eu lembro que o Balbuena era questionado, o Jô diziam que estava acima do peso, o Kazim chegou questionado. O elenco tinha muitos jogadores buscando o seu espaço e eu buscava o meu. Hoje, vejo jogadores com mais força, como o Sornoza, Ramiro, Manoel… No geral, é uma equipe mais equilibrada, e por isso é muito melhor que em 2017.

PERGUNTA – Em outubro, em uma entrevista para o UOL, você disse que precisava sair do clube porque não dava mais. O que mudou para você voltar?
FÁBIO CARILLE – Essa mesma entrevista saiu no site da Globo. E eu não falei nada disso. Não foi nesse tom. Tanto que, na hora, eu mandei a matéria para a assessoria do Corinthians. Foi uma mesma entrevista, para os dois veículos, e o UOL trouxe para um lado e a Globo levou para o outro.

PERGUNTA – O que você quis dizer?
FÁBIO CARILLE – Sai porque achava que tinha necessidade. O sequestro que foi falado da minha mãe [em 2018, dias antes da final do Paulista, a família de Carille recebeu uma ameaça de sequestro], que pouco se falou isso na imprensa também. É uma coisa que devia bater mais. Teve problemas pessoais também. Eu já estou de volta, está superado, estou feliz.

PERGUNTA – No Corinthians, então, não havia nenhuma aresta para aparar?
FÁBIO CARILLE – Não. O Andrés [Sanchez, presidente do Corinthians] fez muita força para que eu ficasse, mas eu achei que era o momento de sair.

PERGUNTA – Quando chegou ao Brasil, você disse que estava com saudade até dos “equívocos da imprensa”, que não teriam na Arábia Saudita. Mas lá a imprensa sofre sérias restrições. O que você pensa sobre a atuação da imprensa nos dois países?
FÁBIO CARILLE – É assim, mas não é assim também. Lá, eles [jornalistas] respeitam mais. O que me incomoda aqui são as fontes. O cara acorda de manhã e decide “hoje eu vou falar isso” e fala e depois disse que foi uma fonte. Eu sei que a imprensa vive de notícias, mas muitas vezes te colocam em uma saia justa sem necessidade. Nas próximas entrevistas coletivas, quando tiver uma pergunta com um “eu tive a informação de uma fonte..”, eu não vou responder. Quando eu falei disso, da saudade dos equívocos, falei de uma forma brincando, mas algumas pessoas levaram a sério, dizendo que aqui a gente tem liberdade de expressão. Mas é só a imprensa que tem liberdade de expressão? Eu não tenho? Não posso falar que senti saudade dos equívocos da imprensa? Então, eu posso me manifestar já que o Brasil te dá essa abertura de liberdade de expressão.

PERGUNTA – E sobre como é na Arábia Saudita?
FÁBIO CARILLE – Mas a [restrição] de liberdade de expressão lá é em relação ao príncipe e à política. Se eles quiserem falar de esporte, que eu estou negociando com o Barcelona e dizer que quem disse foi uma fonte, eles dizem.

PERFIL – Fábio Carille, 45
Foi auxiliar de Mano Menezes e Tite no Corinthians antes de se tornar treinador, em 2017. Saiu do clube para o Al Wehda após conquistar o bicampeonato paulista (2017 e 2018) e um brasileiro (2017), voltando em dezembro

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