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terça-feira, setembro 29, 2020
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Em delação, Palocci afirma que Lula recebeu propina da Odebrecht em dinheiro vivo

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O ex-ministro Antonio Palocci fez novas acusações e relatou, em delação premiada, a entrega de dinheiro em espécie ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações do jornal “O Estado de S. Paulo”, Palocci teria repassado remessas de “30, 40, 50 e 80 mil reais” a Lula. O montante seria uma forma de propina paga ao petista por conta da obra da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O acordo de delação foi fechado em agosto do ano passado com a Polícia Federal de Curitiba, mas só se tornou público nesta sexta-feira (18).

De acordo com informações do jornal, Palocci passou às mãos de Lula, em 2010, 50 mil reais em uma caixa de celular na Base da Aeronáutica, em Brasília, ainda durante a campanha eleitoral. Em outro trecho da delação, segundo o Estadão, o ex-ministro cita até o uso de uma caixa de whisky para esconder o dinheiro, em uma entrega que teria sido feita no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Nas duas ocasiões, Palocci afirma que os motoristas que o acompanharam foram testemunhas do encontro com o então presidente da República.

No depoimento prestado no ano passado, Antonio Palocci também ressalta que a ex-presidente Dilma Rousseff “deu corda” para que as investigações da Operação Lava Jato envolvessem o ex-presidente Lula. Isso porque, segundo informações do portal G1, ao permitir o avanço da Lava Jato, Dilma tentava “sufocar” Lula para que ele desistisse de concorrer à presidência em 2014.

Em nota publicada em seu site, Dilma classifica as declarações de Palocci como “fantasiosas” e que seriam uma forma de criar uma “cortina de fumaça” por não haver provas contra ela. 
A assessoria de imprensa do ex-presidente Lula negou as acusações feitas por Palocci e acusa o ex-ministro de falar “mentiras sem provas” em troca de benefícios pessoais na delação.

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Palocci, que ocupou as pastas da Fazenda, no governo de Lula, e da Casa Civil, na gestão de Dilma Rousseff, está preso desde 2016. Em novembro do ano passado, o ex-ministro passou a cumprir em casa sua pena de 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão.

Na mesma decisão, os desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, de Porto alegre, reduziram sua pena para nove anos e 10 meses de prisão, após Palocci assinar um acordo de colaboração premiada. A delação foi divulgada em outubro, durante as eleições presidenciais, com autorização do então juiz Sérgio Moro. O ex-ministro foi condenado em junho de 2017 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Reportagem, Tácido Rodrigues

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