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domingo, setembro 27, 2020
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“Neymar e Messi não conseguiram fazer o que a torcida esperava”, diz Parreira

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Com Neymar e Lionel Messi fora da disputa do prêmio “The Best”, concedido pela Fifa ao melhor jogador do ano, o ex-técnico Carlos Alberto Parreira comentou que as pessoas depositaram “muitas expectativas”, mas os jogadores “não conseguiram fazer tudo que a torcida esperava deles”.

“É uma constante da Copa do Mundo, não dá para ganhar só com talento e nem sem ele, ou sem espírito de equipe. É dito que as seleções ganham troféus, e os jogadores com talento, partidas, já que surpreendem fazendo algo inesperado ou fora do comum”, afirmou Parreira em entrevista à Fifa.

O ex-treinador também ressaltou que na Copa do Mundo da Rússia o meia belga Eden Hazard teve a oportunidade de ser o melhor jogador do torneio, mas “a balança pendeu” para o croata Luca Modric graças ao seu trabalho em todo o campo.

“Por outro lado, Cristiano Ronaldo é outro tipo de jogador, que é profundamento aplicado no aspecto técnico, e Mbappé demonstrou que é um jogador fora de série”, analisou.

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Parreira também disse que o futebol das seleções que participaram do torneio neste ano se baseou principalmente em diminuir os espaços e passar ao campo adversário “o mais rápido possível”, por isso puderam vencer como “conjuntos”, e com a ajuda dos talentos individuais.

“O futebol não melhora nem piora, simplesmente vai mudando com o tempo. A posse da bola já não é imperativa”, reconheceu.

Além disso, Parreira afirmou que agora as seleções têm um “longo caminho a percorrer” de olho no Catar, em 2022. Segundo ele, a França tem “fundamentos sólidos” para voltar a ser protagonista, enquanto o Brasil buscará novos jogadores.

“Será interessante ver as relações entre os torcedores em um país menor que os anfitriões anteriores”, declarou.

Carlos Alberto Parreira - Diário Carioca
Carlos Alberto Parreira

Parreira estará presente na Conferência de Futebol da Fifa que será realizada no dia 23 de setembro em Londres. O evento contará com mais de 150 técnicos, entre eles Tite; Didier Deschamps, da França; Zlatko Dalic, da Croácia; Roberto Martínez, da Bélgica; Gareth Southgate, da Inglaterra; e Luis Enrique, da Espanha.

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