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segunda-feira, setembro 28, 2020
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Diretor e advogado da Unir Saúde não comparecem à oitiva na Alerj

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O diretor-médico da Organização Social (OS) Unir Saúde, Bruno José da Costa Kopke Ribeiro, e o advogado da instituição, Antonio Vanderler de Lima Junior, não compareceram à oitiva agendada pela Comissão Especial de Fiscalização dos Gastos na Saúde Pública Durante o Combate do Coronavírus e da Comissão de Saúde, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), marcada para esta quinta-feira (06/08). A Unir é responsável pela administração das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no estado.

De acordo com a presidente da comissão, deputada Martha Rocha (PDT), Vanderler Júnior recorreu ao sigilo profissional para faltar à sessão. De acordo com a parlamentar, eleadmitiu que prestou serviços para a empresa, mas negou que tenha trabalhado para o governador Wilson Witzel no processo de requalificação da OS. “A procuradoria da Alerj entendeu que a oitiva deste advogado deveria ser cancelada, tendo em vista a determinação da Constituição Federal”, justificou Martha.

Já Bruno Kopke não respondeu à comissão. “Desde ontem estamos mandando o link para que ele acesse a reunião, mas não temos retorno”, esclareceu a deputada. Para a parlamentar, esses representantes eram fundamentais para a construção do relatório final, por isso, Martha Rocha sugeriu encaminhar todos os levantamentos feitos pela comissão para o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MP-RJ) e para Ministério Público Federal. “Nesse caso, por eles não serem funcionários do setor público, não podemos conduzir de forma coercitiva a presença deles. Mas considerando que eles não estão comparecendo, e isso inviabiliza as apurações, temos que encaminhar essas informações ao Ministério Público, junto com todos os documentos que já levantamos, para que o órgão adote a medida que julgar pertinentes”, justificou a presidente. 

O deputado Luiz Paulo (PSDB) lembrou que Bruno foi o quinto maior doador da campanha do governador Wilson Witzel, desembolsando R$ 75 mil, e que o pai de Vanderler Júnior doou R$ 40 mil. “É uma decepção para todos nós perdermos uma oitiva, principalmente como essa, com duas pessoas envolvidas em doações para a campanha do Governador Wilson Witzel. Fica cada vez mais claro para nós que houve uma possível retribuição na ocupação desses cargos”, argumentou Luiz Paulo. 

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Para a deputada Lucinha (PSDB), se o Ministério Público não resolver a questão, será necessário a instalação de um Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). “Quem não deve, não teme. Essas pessoas precisam assumir seus erros. Muitas pessoas morreram devido à corrupção instalada no sistema de saúde, e não podemos permitir que eles saiam dessa sem nos prestar os devidos esclarecimentos. Com uma CPI, vamos conseguir intimar essas pessoas”, afirmou Lucinha

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