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terça-feira, setembro 29, 2020
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Escolas de samba e blocos de rua criticam falta de apoio

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O vereador Tarcísio Motta (PSOL) presidiu um debate público nessa quinta-feira (14) para apresentar à Prefeitura os principais problemas para a realização do carnaval. Entre eles, a gestão do sambódromo, os protocolos de autorização para os blocos de rua, as restrições ao trabalho dos camelôs, a burocracia para conseguir autorizações e a falta de apoio do governo aos realizadores da festa.

De acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas de 2018 apresentados pelo parlamentar, o carnaval custa R$ 31, 4 milhões para os cofres públicos, mas arrecada R$ 77 milhões somente com o ISS. A festa gera 72 mil empregos, atrai cerca de 1 milhão de turistas e movimenta R$ 3 bilhões.

O parlamentar indagou aos representantes da Riotur sobre a transferência do carnaval para o governo do estado e a ausência de subvenção do governo. O vereador Tarcísio Motta ainda criticou as dificuldades dos blocos de rua em receber autorização para desfilar e a proibição de conseguir patrocinadores que contrariam o caderno de encargos da Prefeitura. “O problema é a política de captação de patrocínio diretamente pelos blocos. O patrocínio dos banheiros e das caixas de cerveja pode ser obrigatoriamente de quem paga a estrutura do carnaval, mas não podemos obrigar os blocos a se submeterem ao monopólio de patrocínio por questões que não estão no caderno de encargos”, disse.

A gestora do carnaval de Blocos da Riotur, Val Coelho, afirma que o carnaval cresceu muito nos últimos anos e a Prefeitura não tem condições de acompanhar, o que tornou necessário ir ao mercado para buscar parcerias com empresas interessadas em bancar o evento. Val Coelho destaca que o caderno de encargos cresceu de R$ 8 milhões quando surgiu para os R$ 25 milhões atuais. Entretanto, as empresas requerem contrapartidas, como a proibição dos blocos de firmarem parcerias com patrocinadores concorrentes.

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Para o diretor de operações da Riotur, Marcelo Veríssimo, os cortes no valor das subvenções são decorrentes da queda na arrecadação do município. Entretanto, o diretor assegura que a Secretaria de Fazenda irá liberar o valor de R$ 3 milhões nos próximos dias.

O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA), Jorge Castanheira, destaca que desde 2017 as escolas têm sido asfixiadas com a falta de recursos. “É um absurdo o gasto que está sendo feito em publicidade contra o espetáculo, gastando dinheiro público para falar mal do seu maior ativo econômico”, afirmou.

Já o presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, destaca que a falta de regularidade no pagamento das verbas prometidas pela Prefeitura prejudica o planejamento das escolas. Luis afirma que o carnaval eleva o nome da cidade em tempos de crise financeira e atribui ao preconceito a falta de investimento no evento. “É a única festa dos filhos e netos de escravos que afirmam a nacionalidade e a etnia negra. Há preconceito”, condenou.

O deputado estadual Eliomar Coelho ressalta que o carnaval é emprego, renda e aquece a economia, mas está sendo utilizado para fazer uma política descompromissada com o interesse da população. “Se a cidade está na penúria em relação às suas finanças, por que joga fora políticas que dão lucro para a cidade?”, questionou.

O vereador Tarcísio Motta disse que irá cobrar as respostas aos problemas apresentados. “Estamos às vésperas do carnaval e a Prefeitura precisa entender que a posição dela deveria ser a de reconhecer o evento como identidade e como direito. Nós vamos atrás das questões que não foram resolvidas como a burocratização e o financiamento do carnaval. Temos que preservar a espontaneidade e a tradição do carnaval de rua, assim como a memória comunitária e a história das escolas de samba”

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