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quarta-feira, setembro 30, 2020
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Malhação: Toda Forma de Amar – Emanuel Jacobina e Adriano Melo comemoram o sucesso da temporada

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A pandemia de coronavírus trouxe um desafio e tanto para Emanuel Jacobina e Adriano Melo, autor e diretor artístico de ‘Malhação: Toda Forma de Amar’, respectivamente. Com a temporada já entrando em sua reta final, eles precisaram adaptar rapidamente o desfecho da história, e garantem, com orgulho, que o público terá um final belo e empolgante. Sucesso de audiência e crítica, principalmente em relação à abordagem de temas atuais como o racismo e a violência urbana, ‘Malhação: Toda Forma de Amar’ é mais uma parceria bem-sucedida de Jacobina e Adriano, que trabalham juntos desde 2011. 

 

Na entrevista abaixo, eles comentam os desafios para encerrar o trabalho e fazem um balanço da temporada, que chega ao fim amanhã, dia 03 de abril. 

 

Entrevista com o autor Emanuel Jacobina

 

Quais alterações foram necessárias devido à pandemia de coronavírus?

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O final foi antecipado porque não se podia continuar gravando. A Globo me pediu para sintetizar a história e eu fiz isso da melhor maneira possível no pouco tempo disponível. Levei o assunto do coronavírus para dentro da trama. No último capítulo, Rita e Filipe andam pela cidade cenográfica completamente deserta e conversam abertamente sobre o efeito da pandemia com o público.

 

Qual o sentimento de encerrar a história antes do previsto?

A direção da emissora estava coberta de razão de encerrar as gravações o quanto antes. Mas confesso que tive dificuldade de aceitar isso, inicialmente, mas logo compreendi que a vida de qualquer pessoa é mais importante que qualquer história.

 

Essa temporada foi um sucesso de audiência e teve ótima repercussão sobre a abordagem de temas atuais, como o racismo e a violência urbana. Como enxerga o resultado do trabalho?

Foi um processo muito intenso de criação e felizmente tivemos sucesso de audiência e de crítica. O mais interessante foi decidir experimentar uma abordagem mais adulta, ou melhor, uma abordagem sobre a vida de jovens mais velhos do que habitualmente faço em Malhação. Acho que agradou bastante ao público com seus temas sobre os adolescentes, e teve uma abordagem séria de temas universais, como a adoção, a violência urbana, o perigo que a milícia representa para todos nós, o racismo e as dificuldades que os pais têm de entender e tolerar a homossexualidade. 

 

O que o público pode esperar dos últimos capítulos?

Teremos momentos de muita emoção. E um thriller policial que nos levará ao cativeiro de Rita.

Esse foi mais um trabalho realizado junto do diretor Adriano Melo, com quem trabalha desde 2011. Essa experiência contribuiu de outras formas para o sucesso da parceria? 

Sim, bastante. Hoje somos mais que um autor e diretor que se entendem muito e que têm identidade artística. Nos tornamos grandes amigos. Espero que possamos realizar outras parcerias de sucesso daqui para frente. 

 

Entrevista com diretor artístico Adriano Melo 

 

Como realizou as alterações necessárias devido à pandemia de coronavírus?

Precisamos encerrar o trabalho para proteger nossa equipe e elenco, e ao mesmo tempo dar ao público um final belo e empolgante. Fizemos adaptações, aproveitando capítulos já gravados mas que ainda não tinham ido ao ar para criar os desfechos. E usamos também como recurso a narração do que aconteceu com os personagens, cobrindo com imagens que ajudavam a contar o que o texto do Emanuel trazia como final de cada um.

 

Qual o sentimento que fica ao terminar esse trabalho?

Primeiro a evolução. Malhação é uma grande escola, e ver o quanto nossos jovens evoluíram me enche de orgulho, como um pai que vê seu filho sair de casa para seguir a vida. Sei que eles estão prontos pra seguir em frente em outros trabalhos. Em segundo lugar, ter um elenco adulto tão comprometido e empenhado em fazer cada vez melhor. Eles foram mestres incríveis. E por último, a melhor equipe que um diretor poderia ter. 

 

Quais os maiores desafios ao longo da temporada? E quais considera os maiores acertos? 

Emplacar um produto tão extenso, com a maior parte do elenco desconhecida e uma gama de espectadores tão variada é um desafio pra qualquer diretor, e só um autor competente como o Emanuel para manter esse fluxo tão bom por tanto tempo. Preparar nosso elenco bem antes de começar a gravar, embasando todos antes de saberem quais seriam seus personagens, para mim foi o maior acerto.

 

O que mais te surpreendeu ao longo do trabalho? Esperava tanta repercussão positiva?

Acho que quando se faz alguma coisa com tanto amor, o sentimento é transmitido para quem está assistindo. Era bom estar ali, com aquelas pessoas, representando o texto excelente do Emanuel, e isso foi percebido pelo público. E a maior surpresa foi ver que cada pessoa escolhida estava na mesma energia. 

 

O que tem a dizer sobre sua parceria com o Emanuel Jacobina ao final de mais um trabalho juntos?

Ele é um grande autor, um grande parceiro de trabalho e um grande amigo. Comprometido, apaixonado pelo que faz, amigo da produção. Não poderia ter um companheiro de jornada melhor. Espero que essa parceria se repita muitas vezes ainda.

‘Malhação: Toda Forma de Amar’ chega ao fim na próxima sexta-feira, dia 03 de abril. A trama é escrita por Emanuel Jacobina, com supervisão artística de Carlos Araújo e direção artística de Adriano Melo.

Comunicação Globo

Rio de Janeiro, 2 de abril de 2020

Mais informações www.redeglobo.com.br

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