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sexta-feira, outubro 30, 2020
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Ocupação Eduardo Coutinho chega ao IMS Rio

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Foto: Acervo Itaú Cultural

Após ser exibida no Itaú Cultural, em São Paulo, a Ocupação Eduardo Coutinho inaugura no IMS Rio, no próximo sábado (10 de outubro), aliás, no dia da abertura, às 18h, será realizada uma live no YouTube do IMS com Carlos Alberto Mattos, João Moreira Salles e Jordana Berg.

 Para visitar a exposição, é necessário agendar previamente no site. Também é obrigatório o uso de máscaras, além de outras medidas recomendadas pelas autoridades para a prevenção da covid-19.

No dia da abertura (10/10), às 18h, haverá uma live, no canal de YouTube do IMS, com Carlos Alberto Mattos, co-curador da exposição, João Moreira Salles, documentarista e produtor de Eduardo Coutinho, e a editora Jordana Berg. Os três abordarão o processo de finalização do documentário Últimas conversas, de Coutinho, aliás, o filme pode ser assistido gratuitamente no site do IMS até sábado (10/10).

Em cartaz até fevereiro de 2021, a exposição apresenta os principais aspectos da vida e obra de Eduardo Coutinho (1933-2014), um dos nomes mais importantes do documentário no Brasil, conhecido, sobretudo, por tencionar os limites entre realidade e ficção.

A Ocupação Eduardo Coutinho é resultado de uma parceria do Itaú Cultural com o IMS, que detém o acervo do cineasta. Grande parte dos itens exibidos na mostra, entre documentos e fotografias, provém desse acervo. Há, por exemplo, o roteiro do filme Cabra marcado para morrer, além de vários cadernos com anotações de Coutinho, principal ferramenta usada pelo cineasta na preparação dos filmes.

Trechos selecionados de filmes e depoimentos do diretor expostos na mostra jogam luz em suas marcas inconfundíveis no cinema brasileiro dos anos de 1960 até a atualidade. “Algumas singularidades são destacadas, como os momentos de crise nas conversas entabuladas diante da câmera, a apresentação dos dispositivos de filmagem em cada documentário e as célebres performances musicais de seus personagens”, afirma o co-curador, Carlos Alberto Mattos.

Além disso, o espaço expositivo apresenta a cadeira em que Eduardo Coutinho sentava as pessoas que entrevistava em seus filmes mais recentes, como Jogo de cena. Também serão expostas outras ferramentas caras ao cineasta, como a câmera principal das filmagens de Cabra marcado para morrer e sua máquina de escrever portátil.

Os eixos da Ocupação fiam o tecido de sua produção e criação com, por exemplo, trechos de seus filmes. Entre eles, trabalhos como Cabra marcado para morrer, O fio da memória, Volta Redonda: memorial da greve e Peões. Esses são os filmes mais políticos de sua obra e revelam dedicação na reconstrução de lembranças pessoais no bojo de experiências históricas. Ao mesmo tempo, a exposição abriga recortes inéditos de seu trabalho. Entre cadernos de anotações, listagens e textos escritos, a mostra apresenta o seu processo de criação, de pesquisa de personagens, ritos de trabalho e montagem de seus documentários.

A Ocupação também revela algumas de suas incursões como ator e realça a verve que tinha como ficcionista na relação com o teatro e a paródia, desde o início de sua carreira no cinema. Além de apresentar, ainda, uma parte da produção de Coutinho praticamente desconhecida. Por exemplo, os três primeiros filmes de sua carreira, realizados na década de 50, nos tempos de estudante no Institut des Hautes Études Cinématographiques (Idhec), em Paris.

A Ocupação Eduardo Coutinho também revela a sua assídua presença no teatro durante a juventude, quando dirigiu “Pluft, o fantasminha”, em Paris, nos anos 50, e trabalhou com Amir Haddad e Chico de Assis.

Coutinho dizia que o som mais bonito que existe é a voz humana, e é no eixo sobre a potência da fala que o público percebe o quanto ela era determinante nos seus documentários. É em torno das palavras que se desenrola o módulo “escritor acidental”, que revela quando, em determinado momento de sua vida, Coutinho deixou a escrita.

“Já escrevi, como qualquer pessoa. Fui jornalista, não era bom escritor, mas escrevia. Há vinte anos que eu não escrevo e espero morrer sem escrever. As razões provavelmente são psicóticas”, disse sobre sua decisão. Mas, a contragosto, ainda redigia seus projetos e um ou outro texto. Sempre em sua inseparável máquina de escrever portátil.

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