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quarta-feira, setembro 30, 2020
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Agentes Populares de Saúde ganham cartilha para orientar ações durante pandemia

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Uma cartilha já está a disposição dos Agentes Populares de Saúde para qualificar seu trabalho junto à população durante a pandemia. A iniciativa é uma parceria da Campanha Mãos Solidárias, desenvolvida em Pernambuco, com o apoio de pesquisadores parceiros da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O material foi tema do programa Aqui pra Nós desta-feira (16), produzido pelo Brasil de Fato PE e que vai ao ar no youtube todas as terças-feiras, às 19:30h.

A proposta da cartilha é, segundo os organizadores, nivelar a compreensão dos Agentes Populares de Saúde para que eles possam ser educadores no local onde moram. O material traz as orientações corretas sobre as ações simples, mas primordiais nesse momento, como a lavagem das mãos, o uso de máscaras, de produtos de limpeza e outras formas de combate ao vírus. A cartilha já está disponível no site da campanha Mãos Solidárias, responsável por fomentar o trabalho dos agentes.

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“A proposta é que a cartilha seja utilizada de forma massiva, para formar milhares de agentes que possam contribuir regionalmente com diversas ações. Essa cartilha é apenas uma das várias formas e metodologias que podem ser adotadas no combate a pandemia”, afirmou a médica e pesquisadora da Fiocruz Paulette Cavalcanti.

A pesquisadora explicou que os agentes podem ser qualquer pessoa que tenha interesse em ajudar seus vizinhos a combater o vírus com medidas simples e a contribuição coletiva das famílias. Ela projeta que o trabalho dessas pessoas se estenderá para o futuro diante das incertezas relacionadas ao tempo de duração da pandemia e suas consequências . “A luta pelo SUS é permanente”, lembrou. 

Universidade e combate à pandemia

Também participando do programa, o Pró-Reitor de extensão e cultura da UFPE Oussama Naouar reafirmou o papel da universidade na produção e difusão do conhecimento científico que deve ser usado para ajudar as pessoas.

“A universidade é lugar de ciência, conhecimento e extensão. Nós vemos há meses ataques à universidade pública e à ciência. Mesmo nessa configuração trágica, é possível ver a finalidade da universidade. Não se trata de achismo, mas de um olhar científico frente a essa pandemia”, observou.

Oussama pontuou também a herança freiriana da UFPE, que vê a extensão como um lugar militante, de respeito ao desenvolvimento humano, econômico e cultural da sociedade. 

“Esses projetos mostram o que há de mais nobre nos movimentos sociais e na Universidade. A proposta, que surge com a pandemia, junta docentes de diferente departamentos e de diversas áreas, como saúde, comunicação, educação, direito e outros que articulam o projeto a partir desses diferentes sujeitos para atuar junto a sociedade civil. A UFPE surge como parceira do projeto a partir de uma demanda dos próprios movimentos para prover solidariedade” destacou.  




Agentes atuarão nas comunidades, auxiliando vizinhos / Jefferson Peixoto/Secom

Defesa do SUS

Criado como fruto da luta de profissionais de saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) surge no fim da década de 1980 no Brasil, mas até hoje enfrenta dificuldades no seu financiamento. Paulette ressaltou que mesmo com a ampliação do sistema a cobertura ainda é deficiente.

“No Brasil há cerca de 300 mil Agentes Comunitários de Saúde (ACS) distribuídos em mais de 35 mil equipes de atenção básica, mas ainda assim 40% da população não tem acesso a essas ferramentas. Não é só o SUS que tem suas dificuldades, a educação também, com o congelamento do financiamento de várias políticas públicas. A gente precisa de um movimento em defesa do SUS, em defesa das universidades públicas, que vêm sendo ameaçadas. A organização da população nesse sentido é extremamente importante”, reforçou.

::Ouça no podcast Repórter SUS | “Dificultar acesso à dados da pandemia é colocar vidas em risco”

Como ser Agente Popular de Saúde?

O grupo de agentes se reúne semanalmente pela internet para compartilhar informações e formar grupos. É importante que conheçam bem o território e executem atividades educativas com os moradores.

“A gente conseguiu dialogar com todo mundo, mesmo as pessoas mais resistentes, que não acreditam na gravidade da pandemia. Outro elemento importante é valorizar a articulação com agentes locais da comunidade, como os profissionais dos postos de saúde, de escolas”, explica Paulette. 

Qualquer pessoa pode se tornar um Agente Popular de Saúde. Mais informações estão no site ou redes sociais da campanha Mãos Solidárias.

Fonte: BdF Pernambuco

Edição: Monyse Ravena e Raquel Júnia


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