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domingo, setembro 27, 2020
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Após sábado de atos por #ForaBolsonaro, antifascistas voltam às ruas neste domingo

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A Avenida Paulista, em São Paulo (SP) – a partir de 14h, diante do Masp – abrigará neste domingo (14) a terceira manifestação de fim de semana de integrantes de torcidas organizadas e da Frente Povo sem Medo contra o fascismo e pelo #ForaBolsonaro.

A exemplo do que ocorreu no domingo passado (7), manifestantes contra e a favor do governo estarão em pontos diferentes da cidade. Desta vez os bolsonaristas, cada vez em menor número e que atacam o Congresso, o Judiciário, a ciência e as autoridades de saúde – além de pedir intervenção militar –, serão deslocados para fazer o ato dominical no Viaduto do Chá, centro da capital paulista.

::Aprofunde-se: O que significa ser antifascista e por que o bolsonarismo é o fascismo do século 21::

O “revezamento” foi negociado com o Ministério Público de São Paulo. No domingo passado, a manifestação antifascista ocorreu no Largo da Batata, na zona oeste. Os organizadores estimam que o protesto deste domingo será maior, mais organizado e com maior conscientização dos participantes sobre a necessidade de contornar a aglomeração e manter distanciamento seguro entre as pessoas. Como nos atos anteriores, haverá distribuição de máscaras e de álcool gel.

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“Ele cai”

Outra manifestação deste domingo será das mulheres contra Bolsonaro. O grupo que divulgou o manifesto Levante das Mulheres Brasileiras promete somar forças para “derrubar o governo que, embora eleito, provou que age de forma inconstitucional e que representa de fato uma ameaça para todas as minorias políticas articuladas pelo movimento feminista.”

Estão programados protestos pelas redes, por meio da hashtag #MulheresDerrubamBolsonaro e com uma live no canal do Levante no Youtube e na página no Facebook

“Vai ser maior”

Em entrevista à Rádio Brasil Atual, o coordenador da Frente Povo sem Medo, Guilherme Boulos, observou que os atos fascistas nas ruas – frequentemente pequenos – tendem a minguar ante a crescente mobilização pela democracia. “Eles ganhavam por W.O. – e isso acabou”, disse.

::Fundador da Gaviões da Fiel defende união e torcidas nas ruas pela democracia::

Assim como Boulos, o integrante do coletivo Somos Democracia (torcedores organizados) Danilo Pássaro acredita que a movimentação antirracista e antifascista nas ruas se soma a outras iniciativas. Seja por meio de manifestos de diferentes setores da sociedade, por ações nas redes e também pela via institucional, avalia o coletivo.

Danilo Pássaro também acredita que o ato deste domingo será maior, devido à boa repercussão dos anteriores, o que acaba encorajando mais gente indignada a se manifestar pelo #ForaBolsonaro. “É importante transformar a correlação de forças dentro do Congresso Nacional. Há dezenas de pedidos de impeachment e diversos crimes de responsabilidades cometidos por Bolsonaro”, observa Pássaro, lembrando que o impeachment é processo politico, e não apenas jurídico, por isso requer as diversas formas de pressão da sociedade.

Sábado de lutas

No sábado (13), as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo organizaram manifestações “contra Bolsonaro, em defesa da democracia e da vida”, em uma ação que chamaram de “dia nacional de lutas”. 

Pela manhã, houve uma carreata em Brasília. Segundo a organização, mais de quinhentos veículos participaram da manifestação contra o racismo e pelo impeachment de Bolsonaro

Em São Paulo, um coletivo formado por artistas, educadores, professores e profissionais de saúde abre, realizou durante a tarde uma performance de cunho artístico-cultural e antifascista no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.

O chamado Grupo de Ação homenageou mortos pela violência de Estado na ditadura, pelas polícias de hoje e pela negligência dos governos em meio à pandemia da covid-19.

Na internet, as páginas das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo no Facebook realizaram um debate com o tema #ForaBolsonaro. A live durou cerca de uma hora e meia e reuniu especialistas das áreas de saúde, educação, política e justiça, que discutiram a responsabilidade do governo de Jair Bolsonaro pelas crises social, sanitária e política. 

Entre os participantes estiveram o ex-ministro da Saúde Arthur Chioro, a advogada Tania Oliveira, da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), e o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Antonio Gonçalves.

Com mediação de João Paulo Rodrigues coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), também participaram do encontro online a secretária-geral da CUT, Carmen Foro; o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão; o jornalista Nuno Coelho, integrante da Comissão Brasileira Justiça e Paz e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil; o secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio; a vice-presidenta do partido Unidade Popular, Samara Martins; e o integrante da coordenação do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Rud Rafael. 

Veja como foi:

*Com informações da RBA.

Edição: Rodrigo Chagas


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