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terça-feira, junho 2, 2020

Em reunião ministerial, Weintraub sugere “botar vagabundos” do STF na cadeia

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Abraham Weintraub, ministro da Educação, pediu a prisão dos “vagabundos, começando no STF”, durante a reunião do dia 22 de abril entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus ministros. A declaração está no vídeo divulgado nesta sexta-feira (22), que teve seu sigilo retirado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF. E é isso que me choca. Era só isso, presidente, eu…Cu… realmente acho que toda essa discussão de ‘vamos fazer isso’, ‘vamos fazer aquilo’, ouvi muitos ministros que vi… Chegaram, foram embora. Eu percebo que tem muita gente com agenda própria”, declarou Weintraub.

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A sentença contra os ministros do STF encerrou uma fala curta de Weibtraub na reunião, em que ele começa bajulando Bolsonaro. “Tem três anos que, através do Onyx [Lorenzoni], eu conheci o presidente. Nesses três anos, eu não pedi um única conselho, não tentei promover minha carreira. Me ferrei, na fisica. Ameaça de morte na universidade. E o que me fez, naquele momento, embarcar junto, era a luta pela… Pela liberdade. Eu não quero ser escravo nesse país. E acabar com essa porcaria que é Brasília. Isso daqui é um cancro de corrupção, de privilégio. Eu tinha uma visão extremamente negativa de Brasília. Brasília é muito pior do que eu podia imaginar”.

Em seguida, Bolsonaro ironizou a fala de seu ministro da Educação e o criticou pelo tom adotado na reunião. “Nossos heróis da segunda guerra mundial estiveram na frente de campo de batalha. Se precisar que, tenho certeza, nossas Forças Armadas vão cumprir com seu papel, mas, né? Nós temos que dar exemplo e mostrar que o Brasil não é – eu sou mais educado que o Weintraub, até me poli muito, né? No linguajar que ele usou”.

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Povos indígenas

Em outro trecho, Weibtraub critica o PCdoB e os povos originários brasileiros. “Ele tá querendo transformar a gente numa colônia. Esse país não é… Odeio o termo “povos indígenas”, odeio esse termo. Odeio. O “povo cigano”. Só tem um povo nesse país. Quer, quer. Não quer, sai de ré. É povo brasileiro, só tem um povo. Pode ser preto, pode ser branco, pode ser japonês, pode ser descendente de índio, mas tem que ser brasileiro, pô! Acabar com esse negócio de povos e privilégios. Só pode ter um povo”, disse.

Por fim, o ministro encerrou o terço de lamentações de sua fala: “Eu vim aqui pra lutar. E eu luto e me ferro. Eu tô com um monte de processo aqui no comitê de ética da presidência. Eu sou o único que levou processo aqui. Isso é um absurdo o que tá acontecendo aqui no Brasil. A gente tá conversando com quem a gente tinha que lutar. A gente não tá sendo duro o bastante contra os privilégios, com o tamanho do Estado e é o… Eu realmente tô aqui, aberto, como vocês sabem disso, levo tiro… Odeia… Odeio o prutido (sic) comunista.”

Edição: Vivian Fernandes


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