Foto: Divulgação
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O prefeito Marcelo Crivella fez uma visita surpresa, na manhã desta sexta-feira (04/01), ao Hospital Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste, para apurar as reclamações de pacientes que foram veiculadas por parte da imprensa. Ele anunciou que será realizado um mutirão para a realização de operações ortopédicas, falou dos investimentos na área da Saúde e reconheceu que há problemas que já estão sendo solucionados.

– Desde o início do governo, temos encontrado problemas nas OSs (Organizações Sociais) que administram hospitais municipais. Na gestão passada, algumas estiveram envolvidas em grandes escândalos de corrupção. Hoje, foi uma visita importante, há muita coisa para ser feita e vamos fazer – afirmou o prefeito, que passou cerca de três horas na unidade.

Durante a visita, o prefeito esteve com pacientes da emergência e das enfermarias. Ouviu relatos, queixas e também agradecimentos. Conversou ainda com médicos e enfermeiros. E constatou não ter havido descaso no atendimento nem problema com falta de limpeza. O hospital está limpo, tendo passado ontem mesmo por vistoria de uma equipe da Comlurb, que concluiu não haver necessidade de reforçar o serviço na unidade.

Crivella destacou que a Prefeitura do Rio gasta R$ 5 bilhões por ano em Saúde e afirmou que está trabalhando muito para melhorar a prestação de serviço à população:

– As denúncias que fizeram ontem de caos não existem. Não tem gente morrendo aqui sem atendimento. Mas há muita coisa para ser feita. Por isso, foi bom eu ter vindo. Viemos de dois anos de crise, mas investimos R$ 70 milhões na Saúde (na compra de tomógrafos, camas hospitalares e carrinhos de anestesia, entre outros itens). Gastamos R$ 5 bilhões por ano nos dois primeiros anos, um total de R$ 10 bilhões, mas é pouco. Temos encomendas agora de equipamentos para os hospitais que passam de R$ 300 milhões. Vai melhorar a situação. Estamos vindo de uma crise grande, corrupção, o Estado entrou em colapso, mas nós vamos melhorar.

MUTIRÃO DE CIRURGIAS ORTOPÉDICAS

A secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch, explicou que na segunda-feira começa o mutirão para operar pacientes da ortopedia que estejam clinicamente em condições para passar por cirurgia. O objetivo é reduzir a superlotação da Sala Amarela, onde ficam os pacientes menos graves (aqueles em situação mais urgente serão encaminhados para a Sala Vermelha). Devido à grande procura, e ao fato de o hospital não negar atendimentos, a Sala Amarela está funcionando acima de sua capacidade.

– Vamos anunciar na próxima semana qual será o tamanho desse Corujão, um mutirão para cirurgias realizadas em horários extras e finais de semana, à noite, nos hospitais que não têm emergência, no turno a partir das 18h. As fraturas expostas ou mais graves são operadas imediatamente. Os pacientes que têm fraturas fechadas, menos graves, e estão aqui no Pedro II terão suas situações resolvidas na próxima semana. Ou aqui ou nos outros hospitais da nossa rede – informou a secretária.

PARENTES DE PACIENTES FAZEM RELATOS

Na Sala Amarela, Crivella encontrou com a dona Jorgina Lima, ao lado do marido, Flávio Belarmino de Lima. Ele chegou ao hospital no dia 1º de janeiro, com dor abdominal. Exames descartaram a suspeita de apendicite e apontaram infecção urinária, tratada com antibiótico venoso. Dona Jorgina agradeceu ao prefeito o atendimento no Pedro II.

– Tenho que agradecer à assistência que deram ao meu marido, que fez exame de tomografia e foi medicado. Tenho que agradecer pelo empenho de toda a equipe do hospital – afirmou.

Já a dona Zilmar Leal deu um depoimento emocionado ao prefeito. Ela contou que o filho, Beraldo, de 21 anos, teria morrido se não tivesse sido atendido pela equipe do Hospital Pedro II. Ele chegou com pneumonia grave há cerca de um mês.

– Não tenho o que reclamar dos médicos, é uma equipe superatenciosa. Eu quase perdi meu filho. Não fosse este hospital, ele teria morrido – relatou.

PREFEITO VISITA TAMBÉM POLICLÍNICA DE SANTA CRUZ

Mais cedo, Crivella visitou a Policlínica Lincoln de Freitas Filho, também em Santa Cruz. O local passou por reforma nas redes elétrica e hidráulica e por melhorias na fachada e consertos no teto, que acabaram com antigos vazamentos. A obra custou R$ 300 mil.

– Essa é uma policlínica construída há 22 anos, e precisava de uma reforma, que abriu espaço, na parte elétrica e hidráulica, para a gente trazer os novos equipamentos. Ontem chegou um aparelho de Raio X. Estão chegando também as novas cadeiras dos dentistas. Outros equipamentos virão. Inclusive o ar- condicionado para a área central. Temos ar-condicionado para os consultórios, mas não temos na parte central – explicou Crivella.

A Policlínica Lincoln de Freitas Filho faz 12 mil atendimentos por mês nas diversas especialidades que oferece. Ali são feitas consultas de gastroenterologia, dermatologia, ortopedia, pneumologia, infectologia, ginecologia/obstetrícia, otorrinolaringologia, odontologia, fonoaudiologia, fisioterapia, enfermagem, nutrição e terapia ocupacional. No local também são realizados exames de radiologia e ultrassonografia mamária, atendendo toda a região com marcações a partir do Sistema de Regulação (Sisreg).