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segunda-feira, 25 de março de 2019 9:1257

Prazo de novo mandato divide correntes do Fluminense em eleição antecipada

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É consenso no Fluminense de que a eleição seja antecipada. Mas se as mais diferentes correntes concordam neste ponto, o prazo do eventual próximo mandato afasta ainda mais as alas que surgem como favoritas no pleito.


O presidente Pedro Abad apresentou três modelos possíveis de “pacotes” a serem adotados na consulta à Assembleia Geral. Grande parte dos principais líderes políticos entendeu que o mais perto do ideal seria que o próximo mandatário complete o mandato do atual presidente e cumpra o triênio que vai até 2022, opinião também compartilhada por Abad.


Há ajustes finos sobre como ficaria a questão do Conselho Deliberativo já eleito, mas a tendência é os conselheiros atuais cumpram suas funções até o final deste ano e os que forem eleitos no próximo pleito tomem posse em 2020.


A palavra final será de exclusividade de Abad, que reuniu antigos adversários em torno da mesma mesa. A estratégia do presidente foi a de se posicionar a favor do consenso e evitar possíveis “rebeliões”, visto que há o temor de questionamentos judiciais.


A proposta mais próxima da unanimidade não agrada em cheio Pedro Antonio, mecenas do CT do Fluminense, além dos ex-vices Cacá Cardoso, Diogo Bueno, e Fernando Leite, presidente do Conselho Deliberativo. A visão destes tricolores é que isso poderia colocar o clube sob insegurança jurídica.


Eles alegam que o artigo 150 do estatuto prevê que “as normas estatutárias que não decorram de estrita observância da legislação e que sejam referentes às regras eleitorais somente produzirão efeitos a partir do período de mandato presidencial e legislatura do Conselho Deliberativo seguinte ao da sua aprovação”.


Apenas um mandato tampão (que compreenderia apenas o restante do período do atual presidente), no entanto, também significaria a antecipação, visão compartilhada por um grande número de tricolores influentes que foram ao encontro.


“Se houver o cenário de um (mandato até o fim do ano) mais três anos, não serei candidato nesse mandato. Mudou todo o cenário, estou olhando. Não tenho decisão sobre ser candidato, penso em uma solução definitiva para o Fluminense”, despistou Pedro Antonio, que não negou que pode participar do processo caso este seja dividido em duas partes.

or outro lado, o triunvirato formado por Mario Bittencourt, Celso Barros e Ricardo Tenório sustenta a tese de que o clube não aguentaria duas eleições, além de entenderem que um eventual período curto antes de nova ida às urnas seria caótico para o Fluminense.


Nome que desponta com mais força entre o trio, Bittencourt, que foi vice de futebol e advogado tricolor, expôs seu ponto de vista: “Nós três entendemos a antecipação da eleição como a medida mais salutar para o clube. Entendemos ainda que o mandato deva ser até o final de 2022 porque o clube não resiste a duas eleições no mesmo ano. Seria maléfico a quem estiver no comando e especialmente maléfico à instituição”.


PREVISÕES


Abad convocará uma Assembleia Geral para o início do ano que vem. Na consulta, os sócios decidirão se topam mudar o estatuto e antecipar a eleição, inicialmente marcada para novembro de 2019. Questões referentes à formação de conselhos e poderes já constituídos também entram em discussão.


Caso a maioria dos eleitores aptos entendam que devem escolher um novo comandante e aprovem as outras propostas feitas, a eleição deverá acontecer até o mês de março do ano que vem.


Livre do processo de impeachment, a única outra saída cabível a ele seria a renúncia, mas esta hipótese já está descartada. Abad está convencido de que sua saída pode ajudar o Flu a caminhar com mais facilidade e decidiu que esta deve ser uma decisão compartilhada com aqueles que o colocaram no poder.


“Me sinto em condições totais de comandar o clube, mas aceito uma solução alternativa. Entendo que o momento do Fluminense precisa de uma alternativa. Está muito próximo. Esperamos rapidamente colocar o edital convocatório da Assembleia Geral para mudar o estatuto. Os sócios aprovando, teríamos a eleição. Foi uma prova de maturidade de todos aqui, falando de algo sério em um momento delicado”, disse ele.

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