Foto: President of The Islamic Republic of Iran
Foto: President of The Islamic Republic of Iran

O governo americano voltou a manifestar preocupação com atividades da milícia xiita Hizbullah na região da tríplice fronteira e criticou o relacionamento da Venezuela com o Irã, chamando o regime persa de “sórdido”.

“A tríplice fronteira é um dos lugares de maior atividade do Hizbullah para arrecadar fundos e enviar para sua sede [no Líbano]” afirmou Nathan Sales, coordenador de contraterrorismo dos Estados Unidos, em entrevista a jornalistas.

O Hizbullah é uma milícia xiita baseada no Líbano e financiada pelo Irã, considerada terrorista pelos Estados Unidos.

Sales, que acaba de coordenar uma reunião em Washington para discutir terrorismo no hemisfério Ocidental, elogiou a atuação do Brasil, que prendeu o libanês Assad Ahmad Barakat, apontado como financiador do Hizbullah, em Foz do Iguaçu, no fim de setembro.
Em audiência no Congresso americano em novembro, Sales havia afirmado que o Hizbullah mantinha armamentos na Bolívia e enviava agentes para atuarem no Peru.


O funcionário americano afirmou que a eleição de Jair Bolsonaro no Brasil abre uma oportunidade para Washington e Brasília intensificarem sua parceria, inclusive em combate ao terrorismo.


Segundo ele, é importante que Brasil e Argentina trabalhem para ter mais dados sobre as pessoas que entram e saem dos países.
Sales também ressaltou a importância de ter uma lei contra o terrorismo e afirmou que a legislação americana sobre apoio material ao terrorismo poderia ser usada como modelo.


No Brasil, uma lei antiterrorismo foi aprovada em 2016 e tramita no Congresso um projeto de lei que amplia o conceito de terrorismo e as condutas consideradas terroristas.


Na fala do americano, a Venezuela e o Irã foram alvos de críticas duras.


“O governo da Venezuela não tem pruridos em associar-se aos atores mais sórdidos do mundo, o Irã entre eles; o Irã, como todos sabemos, é o país que mais patrocina o terrorismo e usa o terror como ferramenta para alcançar objetivos do governo”, disse Sales.


“Os diplomatas iranianos, uso o termo com cautela, organizam ataques terroristas na Europa para assassinar personagens políticos. Não é o tipo de regime com que qualquer país que se preze deva negociar.”