24.3 C
Rio de Janeiro
quarta-feira, 24 de abril de 2019 5:0620
- Publicidade -

Pauta conservadora dividirá atenção com econômica no Congresso, diz Bia Kicis, cotada para presidir CCJ

- Publicidade -

Uma das principais aliadas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), a deputada federal eleita Bia Kicis (PRP-DF) acredita que a pauta conservadora e de segurança pública vai dividir as atenções do trabalho no Congresso com a agenda econômica no início do mandato do próximo governo.

“É preciso que essas pautas sejam levadas a sério e logo no início (do governo). Acho que as pautas de costume não podem esperar porque o Jair foi eleito por causa delas”, disse Bia Kicis, em entrevista exclusiva à Reuters na segunda-feira, ao reconhecer que não levar isso a cabo poderá gerar frustração entre apoiadores dele.

- Advertisement -

“O eleitor de Bolsonaro espera isso e nós como parlamentares eleitos por estarmos com a nossa imagem vinculada à do Bolsonaro, acho que, por isso, nós temos uma responsabilidade (de levar adiante essas pautas)”, completou.

Bia Kicis é uma das futuras congressistas mais próximas a Bolsonaro, que conheceu quatro anos atrás quando ambos atuavam na Câmara de pautas conservadoras como de defesa da família. Ela esteve por trás, por exemplo, de toda a operação que aproximou no ano passado o à época pré-candidato a presidente e o economista Paulo Guedes, futuro homem forte da economia. Foi uma das raras convidadas presentes na casa dele a assistir a vitória de Bolsonaro no último dia 28.

Procuradora aposentada do Ministério Público do Distrito Federal, a deputada federal eleita já se coloca publicamente como candidata a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara em 2019, a mais importante da Casa e por onde passam as principais proposições legislativas, como reformas que alteram a Constituição.

Bia Kicis defendeu que, no próximo ano, a Câmara vote propostas que tipifique como crime de terrorismo a invasão de propriedades privadas feitas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), o chamado excludente de ilicitude, pela redução da maioridade penal para 16 anos (“já com muito atraso”), a proibição das saídas temporárias de presos, popularmente conhecidas como “saidões”, a adoção de regras mais rígidas para a progressão de regime de cumprimento de pena e a possibilidade de revogação do Estatuto do Desarmamento.

Ainda assim, paralelamente à agenda de costumes, a futura parlamentar disse que é preciso o governo Bolsonaro se empenhar em tentar aprovar logo no Congresso uma agenda econômica e citou a reforma da Previdência como uma das prioridades. Ela admite que essa proposta é impopular e que será necessário fazer um “mix” sobre as pautas a serem votadas no Congresso.

“É preciso que as pessoas entendam que neste momento estamos à beira do precipício. Basta ver a equipe que ele está montando, um ‘dream team'”, disse.

“Obviamente que todo mundo vai ter que passar por um sacrifício, porque a crise é gigantesca. Nós temos 14 milhões de desempregados e todo mundo vai ter que contribuir um pouco só que muito menor o sacrifício que nós teríamos se nós continuássemos rumo ao precipício e virássemos uma Venezuela, que era o caminho natural. Se o Bolsonaro não fosse eleito, o Brasil viraria uma Venezuela”, afirmou.

SUPREMO

A deputada federal eleita também cobrou a aprovação da chamada lei da Escola Sem Partido, projeto que proíbe professores a abordar temas políticos em sala de aula e que foi idealizado inicialmente pelo advogado Miguel Nagib, seu cunhado.

Bia Kicis aproveitou essa discussão para disparar críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) ao fato de que ainda neste mês a corte deverá, em sua opinião, declarar inconstitucional uma lei estadual nessa mesma linha. O STF já suspendeu liminarmente duas leis de Estados e municípios com esse teor.

“A Escola Sem Partido, aquelas pessoas que são contra querem ganhar no tapetão. Hoje o Supremo abraçou essa missão de derrubar a Escola Sem Partido”, afirmou.

Para a parlamentar eleita, o Supremo e parte da imprensa precisam compreender que as eleições mostraram uma virada no país.

“Espero que eles entendam que não dá para ficar brincando com a vida das pessoas, não da para continuar esquecendo a lei, a Constituição e vivendo de acordo com a ideologia e a consciência deles. Eles não estão lá para isso, não são legisladores, são juristas, os ministros são os guardiões da Constituição e é isso que a população espera deles”, disse.

“Estou esperando que eles enxerguem isso e que passem a atuar de acordo com a função deles, porque está ficando feio”, acrescentou.

Bia Kicis disse defender “muito” o parlamento e que pautas de costumes, que nunca passariam no Congresso, partidos de esquerda querem ganhar no “grito” e no “tapetão” recorrendo em alguns casos ao Supremo. Ela exemplificou o fato de o Congresso não querer altera a legislação referente à liberalização do aborto –só permitido em casos específicos– é uma sinalização, no momento em que o STF pode revisar o entendimento sobre o assunto.

“Deixa do jeito que está, o Código (Penal) de 1940 resolveu uma pacificação. Não tem que mexer nem ampliar nem para dificultar o aborto”, disse ela, ao protestar. “É o ativismo judicial violando a vontade do povo, a separação dos Poderes”, completou.

CONGRESSO

A deputada federal eleita afirmou que o PSL, o partido de Bolsonaro, vai se tornar a maior bancada da Câmara com as migrações de parlamentares de legendas que não atingiram a chamada cláusula de barreira –norma que impede ou restringe o funcionamento parlamentar ao partido que não atingir um percentual de votos. O PSL elegeu 52 deputados, 4 a menos que o PT. Segundo ela, deve chegar a 60. Ela própria vai deixar o PRP para engordar a bancada do PSL.

Mesmo assim, Bia Kicis é a favor de que outro partido que não o PSL presida a Câmara, conforme defendeu recentemente Bolsonaro, como forma de garantir uma maior base de apoio para aprovar as reformas. Ela citou como candidato ao cargo o deputado reeleito pelo PRB João Campos (GO), evangélico e integrante da bancada da segurança pública, e disse que vê com reservas a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RS) para o posto, ao citar que ele sempre contou com o apoio da esquerda e impediu o avanço de pautas conservadoras.

A futura parlamentar acredita, com o apoio declarado de importantes frentes parlamentares e de alguns partidos, que Bolsonaro terá ao menos 300 deputados em sua base aliada, deixando isolado o PT que, a seu juízo, estão fragilizados e serão uma “minoria barulhenta” no Congresso.

Na entrevista, Bia Kicis chegou a afirmar que Bolsonaro se elegeu com uma “missão divina” e que, não fosse assim, ele estaria morto após a facada que foi alvo em ato de campanha no início de setembro.

“Ele não é uma pessoa que vai chegar para fazer molecagem, vim para mudar e vou fazer igual. Não existe essa possibilidade”, disse. “Bolsonaro prefere perder, sair sem fazer o sucessor, do que se sujar. Ele não vai se sujar. Eu não tenho medo de me decepcionar com Bolsonaro”, acrescentou.

Últimas Notícias

Confira a provável escalação do Vasco da Gama contra o Santos

Marcos Valadares agradece por chance no profissional e pede pelo apoio da torcida

Sonho do Vasco da Gama, Jorge Jesus recebeu 8 milhões de euros em seu último trabalho

O clube de São Januário ainda não formalizou uma proposta oficial mas pretende apresentar um projeto ao ex-treinador de Benfica e Sporting

Vasco da Gama quer o português Jorge Jesus como seu novo técnico

Nesta terça-feira, 23, Alexandre Faria conversou por alguns minutos por telefone com o treinador e iniciou os contatos para tentar contratá-lo.

The Noite recebe Marcelo Tas e jurados do “Batalha Makers”

Sobre os novos desafios de sua carreira, Marcelo Tas comenta sua estreia como apresentador do programa “Provocações”, na TV Cultura

‘Atentado ao Hotel Taj Mahal’ traz debate sobre intolerância religiosa

Baseado em história real, o longa conta com elenco majoritariamente indiano, incluindo o ator e diretor de Bollywood Anupam Kher

Vasco da Gama descarta Jair Ventura e Luxemburgo e busca inovação

O clube não descarta investir em um técnico estrangeiro e mapeia o mercado Sul-americano em busca de opções.

Garis do Rio de Janeiro suspendem greve

Categoria retoma atividades nesta terça-feira

Governo está negociando pontos da reforma na CCJ, diz líder

Para Joice Hasselmann, "espinha dorsal" da proposta deve ser mantida

Vasco da Gama se aproxima de Jair Ventura; Negociação envolve reforços de Carlos Leite

Empresário participa da negociação e pode trazer jogadores para o clube disputar o Brasileirão