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domingo, outubro 25, 2020
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Coluna – Contagem regressiva

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A contagem regressiva de um ano até os Jogos Paralímpicos de Tóquio (Japão) começou na semana passada. A cada data riscada do calendário até 24 de agosto de 2021, a expectativa pelo evento se mistura com a tensão de uma pandemia que ainda preocupa o mundo e que atingiu quase quatro milhões de pessoas no Brasil, com mais de 121 mil mortes.

O novo coronavírus (covid-19) levou à suspensão de treinos por cerca de quatro meses. O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, só reabriu em julho, restrito a medalhistas paralímpicos ou de Mundiais de 2019 (de atletismo, natação e tênis de mesa), mas seguindo um protocolo de saúde que prevê, entre outras coisas, a limitação de pessoas no local. A incerteza sobre a pandemia impede que o próprio Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) defina uma data para outros atletas e modalidades voltarem a treinar na estrutura.

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O que já parece definido, porém, é que o CT não receberá eventos e competições em 2020 de qualquer natureza. “Vamos ter que aguardar a situação da pandemia para que possamos reelaborar nosso calendário de competições”, afirma o diretor técnico do CPB, Alberto Martins da Costa.

A capital paulista se encontra na Fase Amarela, a terceira (de cinco) do Plano São Paulo, de flexibilização da quarentena. Em julho, já com a cidade neste estágio, o governo estadual liberou a volta das atividades no CT. No fim do mesmo mês, o Centro de Contingência do Coronavírus autorizou a retomada de eventos esportivos sem contato físico. Por fim, no último dia 21 de agosto, foi dado aval para que competições que envolvem contato físico pudessem ocorrer sem presença de público.

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“O avanço no retorno [às atividades] do CT está, sim, ligado ao avanço de São Paulo, mas não está condicionado. Mesmo que a gente considere esse avanço, temos outras análises internas, realizadas pelo comitê de crise e pela diretoria do CPB”, pondera Costa.

Entre os eventos cancelados que estavam previstos para o CT em 2020, estão o Open Internacional de natação e atletismo e os campeonatos nacionais das respectivas modalidades, no qual os atletas poderiam estabelecer marcas para Tóquio (com o adiamento dos Jogos, o prazo para obtenção dos índices foi estendido para 2021). Além disso, a edição deste ano da Paralimpíada Escolar, que reúne jovens com deficiência em idade escolar, e o Centro de Formação Paralímpica, que engloba mais de 600 crianças de 10 a 17 anos da rede municipal de ensino da capital paulista e de municípios próximos, também foram suspensos.

Um olho em Tóquio, e outro em Paris

O CPB prevê que a delegação brasileira em Tóquio terá 230 atletas, sendo, aproximadamente, 150 homens e 80 mulheres. Até o momento, são 105 vagas asseguradas, entre esportes individuais e coletivos. Algumas delas já estão preenchidas, como 10 do tênis de mesa. Outras que pertencem ao país, destinadas pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês) segundo o ranking mundial, ainda terão dono. Há, ainda, 67 vagas em modalidades individuais, que serão disputadas assim que os eventos retornarem.

O planejamento estratégico do Comitê, definido em 2017, estabeleceu como meta alcançar entre 60 e 75 medalhas na capital japonesa e manter o Brasil no top-10 (que, vale lembrar, é organizado a partir do número de ouros). Nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro (2016), a delegação brasileira obteve 72 pódios, um recorde.

Porém, os objetivos traçados há três anos, naturalmente, não poderiam prever uma pandemia justo na reta final para Tóquio. “Não estamos trabalhando, nesse momento, com previsão de medalhas. Sabemos que o maior desafio para os Jogos é a existência de uma vacina que seja eficiente, eficaz, para que tenhamos o evento com a maior segurança possível. Eu, particularmente, e a própria direção técnica do CPB temos uma expectativa grande em nossos resultados e participações. As comissões estão trabalhando para minimizar os impactos à distância”, explica o diretor técnico do Comitê.

A princípio, o fato de algumas delegações, em locais nos quais a covid-19 está mais controlada, terem retomado os treinos de mais intensidade antes do Brasil não preocupa. Segundo Costa, não foi cogitado realizar algo semelhante à Missão Europa, organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) para levar atletas para treinamentos em Portugal em meio às restrições sanitárias brasileiras. “Acreditamos que, com o nosso CT, teríamos aqui, talvez, as mesmas condições que em outros países”, afirma.

Se a preparação de Tóquio foi impactada pela pandemia, não é diferente com os Jogos de Paris, em 2024. O adiamento do evento no Japão em um ano faz com que o ciclo até as disputas na capital francesa seja de três temporadas, e não quatro, como normalmente acontece. A meta definida pelo CPB para a edição dos Jogos na França é ainda mais ousada, de 70 a 90 medalhas.

Segundo o diretor técnico do Comitê, o objetivo é manter o planejamento até Paris, mesmo que o trabalho para o ciclo específico dos Jogos precise ser adaptado. “[2020] foi um ano em que não houve quase nada de eventos que dão aos atletas jovens a experiência para participar de uma Paralimpíada. [Manter o planejamento] como estamos fazendo, nos centros de referência pelo país, que são uma forma de descentralizar o esporte daqui do CT, tendo novos centros pelo Brasil. Ou campings que realizamos, treinamentos prolongados, orientações e capacitação de técnicos”, encerra.

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