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terça-feira, setembro 29, 2020
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Entenda como o Fair Play Financeiro pode mudar o futebol

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O Manchester City foi banido pela União das Associaçõe Europeias de Futebol, UEFA, de todas as competições europeias por duas temporadas.

A decisão, considerada por muitos como exagerada, deixou o mundo do futebol estupefato, pois um gigante do futebol mundial surpreendeu ao receber uma punição tão severa.

A punição foi dada e o City só se livrou de cumprir a sentença pois a Corte Arbitral do Esporte (CAS) resolveu reverter a punição em uma multa de 30 milhões de euros, que acabou sendo diminuída para 10 milhões.O clube foi condenado apenas por não ajudar nas investigações, não por irregularidades contábeis.

Muita gente acredita que o caso do City levou o Fair Play Financeiro ladeira abaixo, pois o poder aquisitivo acabou pesando, mas para os especialistas, “O Fair Play Financeiro não foi criado para punir ninguém, nem criar sanções. Ele visa apenas o desenvolvimento sustentável, sem lavagem de dinheiro”.

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A afirmação acima é de Pedro Daniel, diretor-executivo da Ernst & Young, que concedeu entrevista ao Betway, site de esporte bets.

“Os donos têm permissão para fazer aportes de até 30% da receita do clube. Se não passar disso, não há porque punir”, disse Pedro durante conversa com o time da Betway.

O Fair Play Financeiro, apesar de bem difundido na Europa, ainda segue obscuro para muitos, afinal, o tema é polêmico e controverso, além de tudo, costuma gerar ferrenhos debates entre profissionais da bola, como você pode conferir no vídeo abaixo:

Se no Velho continente já se pratica, se cobra e se pune por conta do Fair Play Financeiro, no Brasil o tema é uma incógnita, mas há a expectativa de que ainda em 2020 comece a ser implementado.

“A previsão é que seja implementado de maneira definitiva ainda esse ano”, afirma Maurício Corrêa, atual presidente da Comissão de Direito Esportivo do IAB – Instituto de Advogados Brasileiros.

Para quem ainda tem dúvidas sobre o assunto, o FPF não será praticado para que as ligas se tornem equilibradas, nem mesmo para que os clubes contratem de modo semelhante. Na prática, o que se busca com o FPF é obrigar os clubes a gastarem apenas o dinheiro que tiverem, se tiverem muito, vão gastar muito, se não tiverem…

Funciona assim: Flamengo e Palmeiras, por exemplo, atuais milionários do futebol brasileiro, poderão gastar mais, muito mais do que clubes endividados: “O Fair Play Financeiro não é um movimento socialista, que busca o equilíbrio financeiro entre os clubes. Se você tem mais dinheiro, você vai gastar mais”, confirma Pedro Daniel.

Já para Maurício Corrêa, a implementação do FPF no país do futebol vai premiar as gestões eficientes: “A partir do momento que você tem uma gestão eficaz, com a visão de que as despesas não podem superar as receitas, cresce a possibilidade de atrair os investidores”.

O fato é que a consequência final buscada pelo Fair Play Financeiro no futebol é deixar as ligas mais equilibradas com os clubes buscando otimizar suas gestões e acabando com negociações obscuras.

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