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sábado, outubro 31, 2020
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Curso com metodologia de Stanford acelera aprendizado de alunos

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Alunos do 5º ano do ensino fundamental de duas escolas municipais de Cotia (SP) experimentaram em janeiro de 2020 fazer um curso de férias de matemática. A atividade, que contou com 70 estudantes, teve dez dias de duração. Na avaliação após o programa, os alunos apresentaram uma evolução média, na disciplina, de 1,3 ano de escolaridade em conceitos matemáticos. 

Eles participaram do Curso de Férias do Programa Mentalidades Matemáticas, baseado na abordagem de ensino criada pela professora Jo Boaler, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos.

No Brasil, o programa foi adaptado à realidade do país e implementado em Cotia pelo Instituto Sidarta, em parceria com o Itaú Social e a Secretaria Municipal de Educação da cidade. O trabalho foi liderado por Jack Dieckmann, diretor do Centro de Pesquisas Youcubed da Universidade Stanford (EUA).

“Como um estudo de validação, estamos construindo evidências para o Mentalidades Matemáticas fora do contexto original nos Estados Unidos. A equipe do Sidarta implementou o programa em uma escola pública brasileira, mostrando que, com a escolha certa das práticas de ensino e currículo, estudantes de todas as origens podem desfrutar e se sentirem capazes em matemática”, destacou Dieckmann.

Segundo os pesquisadores, a evolução de 1,3 ano alcançada pelos alunos é correspondente ao padrão norte-americano, calculado a partir do desempenho na avaliação Mathematics Assessment Resource Service. A prova feita pelos estudantes brasileiros é a mesma usada por Stanford nos cursos de férias realizados nos EUA.

“A pesquisa nos trouxe evidências consistentes de que crianças brasileiras são capazes de aprender matemática em altos níveis quando desafiadas por um ensino aberto, criativo e visual. Ao desenvolver uma relação positiva com a matemática, elas se permitiram arriscar mais e aprenderam mais”, disse o presidente Instituto Sidarta, Ya Jen Chang.

Com os resultados promissores, o Itaú Social disse que pretende levar a experiência para outros lugares no Brasil, transformando-a em uma tecnologia social para redes públicas.

“Estes resultados significam que mais estudantes podem se beneficiar, não só o grupo que já apresenta um bom desempenho, aspecto fundamental para colocarmos a metodologia à disposição de municípios e estados parceiros”, destacou a especialista em educação do Itaú Social, Juliana Yade.

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