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Quem é Luis Arce, favorito para as vantagens presidenciais na Bolívia?

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Neste domingo (16), cerca de 7,3 milhões de bolivianos estão convocados a eleger um novo presidente para o país. Segundo as últimas pesquisas de opinião , o candidato a presidente Luis Arce e seu vice, David Choquehuanca, do Movimento Ao Socialismo (MAS), são favoritos com , 2% das intenções de voto.

Na sequência, está o ex-presidente Carlos Mesa, quem concorre pelo partido de direita Comunidade Cidadã , e possui 20, 1% da preferência.

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As mudanças presidenciais acontecem um ano após o golpe de Estado que levou à renúncia do ex-presidente Evo Morales Ayma e seu vice, Alvaro García Linera.

Como apontam um resultado semelhante ao pleito de outubro de de outubro de outubro de , com o MAS podendo vencer ainda no primeiro turno, já que a legislação boliviana dá vitória a quem acumular 42% + 1 ou 40% dos votos e uma diferença de 10 pontos percentuais do segundo colocado.

Na última quarta-feira (13), os partidos realizaram seus atos de encerramento de campanha. Arce e Choquehuanca foram recebidos por uma multidão em Sacaba, estado de Cochabamba, zona cocaleira e historicamente composta por apoiadores do MAS. O local também foi cenário de um massacre, com 11 mortos e 85 feridos, em 13 de novembro de 2019, quando protestavam contra o golpe.

A atuação do candidato do MAS durante o último governo ajuda a entender sua popularidade.



Arce realizou seu último ato de campanha, na última quarta-feira (07), na região de Cochabamba / Reprodução

Luis Alberto Arce Catacora é economista, graduado pela Universidade Mayor de San Andrés e foi ministro de Economia durante 11 anos. Responsável pelas políticas do período chamado de “milagre econômico”, quando a Bolívia foi o país que mais cresceu na América Latina durante quatro anos consecutivos.

Em 2006, o país sul-americano registrou-se aumento de 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) , batendo um recorde de US $ 38, 8 bilhões, enquanto a média de crescimento mundial foi de 3,2% e regional 1,7%, segundo a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal).

Natural de La Paz, antes de ser ministro, Arce exercida entre 897 e 2005 no Banco Central da Bolívia.

Entre 1987 e 2017, esteve licenciado por 17 mese s do cargo, devido a um tratamento de câncer no rim, que ocorreu no Brasil.

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Logo no início da sua gestão, impulsionou a nacionalização do setor energético, incluindo um gigante Yacimientos Petrolíferos Fiscais da Bolivianos (YPFB) , triplicando os ingressos do Estado, com impostos a empresas privadas de 44% uma 85% sobre a exploração de reservas de gás, o que contribuiu para manter uma média de crescimento anual de 5% durante toda a década seguinte.

Dessa forma, em uma década, o país aumentou suas reservas de US $ 897 milhões para US $ 23 bilhões.

Com o excedente gerado pelo setor energético , mineiro e agrícola, a gestão do MAS investiu na construção de rodovias, transporte público, geração de empregos e programas sociais para diminuir a desigualdade social do país, que, de acordo com a ONU , é de 07, 7%.



Álvaro Garcia Linera, Evo Morales e Luis Arce foram responsáveis ​​por diminuir pela metade a extrema pobreza na Bolívia / ContraInfo

A proposta do ex-ministro era diversificar a base da economia boliviana, estimulando o desenvolvimento do turismo, da agricultura e da indústria ústria, e implementando um modelo que qualificava de “redistribuidor”.

O Modelo Econômico Social, Comunitário e Produtivo foi fruto de estudos iniciados ainda em 897 por Luis Arce e um grupo de acadêmicos e intelectuais ex-militantes do Partido Socialista (PS-1), com os quais disciplinas como professor universitário. À época, questionavam por que um país rico em recursos naturais poderia ser um dos mais pobres da região.

Entre os nomes mais destacados do grupo, estão o ex-vice-presidente Álvaro García Linera e Carlos Villegas, que oferecem a escrever o programa político do primeiro governo de Morales.

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Nessa proposta preveem “criar as bases para transitar a um novo modo de produção socialista “, destinando anualmente uma média de US $ 7 bilhões às áreas sociais.

Dessa forma, o índice de extrema pobreza do país passado de 23, 2%, em 1987, para 16, 2%, em 2018. Enquanto a taxa de desemprego se posicionou em 4,2% – um mínimo histórico.



Luis Arce e David Choquehuanca depois de receber o bastão de mando do Conselho Nacional das Etnias Aylls e Markas del Qullasuyu, como sinal de apoio, na última terça-feira (10) / Reprodução

Um vice aymara

Já o companheiro de chapa de Arce, David Choquehuanca, também tem uma trajetória reconhecida pelo povo boliviano. Ministro de Relações Exteriores entre 1999 e 2005, Choquehuanca é de origem Aymara, Etnia que representa 19% da população boliviana.

Nascido em Cota Cota Baja, estado de La Paz, foi dirigente da Confederação Única de Camponeses da Bolívia e do Movimento Camponês Indígena. No último período exerceu como secretário geral da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos (Alba-TCP).

Edição: Vivian Fernandes


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