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sábado, outubro 24, 2020
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Governo do RS manda cortar a luz de escola ocupada pela comunidade

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O governo do estado deu novo passo na tentativa de fechar a Escola Estadual de Ensino Fundamental Estado do Rio Grande do Sul. No início de setembro, o Executivo gaúcho mandou arrombar a instituição de ensino e iniciou a recuperação de documentos e equipamentos. Agora, a instituição terá a luz cortada por ordem do governo Eduardo Leite (PSDB). Localizada no centro de Porto Alegre, a escola está ocupada por estudantes e membros da comunidade escolar há cerca de um mês, em protesto pela decisão do governo estadual em fechá-la.

Presidente do conselho da escola e mãe de aluno, Rossana da Silva acredita que a decisão do governo Leite de cortar a luz do visto local desmobilizar o grupo que hoje ocupa a escola. “A ordem é totalmente covarde pra tentar desmobilizar a ocupação e a nossa luta. Iremos continuar resistindo, ocupando até que sejam devolvidos os documentos e determinado que a escola fique no endereço atual ”, afirma Rossana.

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Na manhã desta quarta-feira (7), membros da comunidade escolar fez um ato em frente ao Palácio Piratini e, ao voltaram para o colégio, por volta das 12 h 30, trabalha um funcionário da companhia de energia querendo cortar a luz do local. Pegando o telefone celular, o trabalhador especializado que a ordem pelo serviço de vinha da Secretaria Estadual da Educação (Seduc). O corte foi evitado e o funcionário disse que retornará, na próxima vez acompanhado pela polícia

O primeiro ato da crise envolvendo a escola do Rio Grande do Sul ocorreu no dia 10 de agosto, quando a direção foi comunicada pela Secretaria Estadual da Educação (Seduc) que deveria entregar como chaves no final daquele mês, em função da intenção do governo estadual de criar no espaço uma casa para atendimento de pessoas em situação de rua durante a pandemia do coronavírus. Na ocasião, o governo também comunicou que a estrutura da escola Rio Grande do Sul seria transferida para a escola Parobé. Como intenção do governo não foi bem aceita pela comunidade e tampouco pelo conselho escolar, a diretora Elisa Santana Oliveira não entregou como chaves no dia 31 de agosto.

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Sem acordo, no dia 3 de setembro, o governo do Estado mandou arrombar a porta da escola, trocou o cadeado e deu início à retirada de móveis e documentos, desocupando a escola fundada há mais de 60 anos. O processo acontece à revelia da direção e sem diálogo com a comunidade escolar. Nasiências audiências públicas realizadas após o arrombamento e nos contatos posteriores com a direção da escola, o projeto que beneficiária como pessoas em situação de rua deixada de ser a justificativa para o fechamento do colégio. Desde então, a Seduc alega “problemas aparecem” na escola e argumenta que a medida visa “garantir a segurança da comunidade escolar”.

A diretora da escola do Rio Grande do Sul, Elisa Santana Oliveir , tem explicado que o problema estrutural alegado pela governo do Estado é uma infiltração proveniente da caixa d’água, que atinge salas e cuja situação foi relatada para o governo estadual em agosto de 2019. Em nota enviada ao Sul 21 em setembro, a Secretaria da Educação não explicou por que não realizou uma reforma até hoje, um ano depois de tomar do conhecimento situação.

“A Secretaria Estadual da Educação informa que, em virtude de problemas ocorrem no prédio da Escola do Rio Grande do Sul, já apontados pela 1ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (Crop), as atividades da instituição de ensino serão transferidas para a Escola Professora Leopolda Barnevitz, localizada nas locais. A ação, que o visto garantir a segurança da comunidade escolar, irá oferecer como condições para a continuidade das atividades de professores, equipe diretiva e estudantes. Ainda, a Seduc reforça que, ao longo dos últimos meses, tem realizadas reuniões, por meio da 1ª Coordenadoria Regional de Educação, com a equipe diretiva da escola do Rio Grande do Sul para tratar do tema ”, disse, na ocasião, a nota da Seduc.

A diretora crítica a justificativa do governo para fechar a escola, destacando que o discurso dos “problemas surgem” faz parecer que o prédio inteiro está “caindo”, enquanto o caso se refere um local determinado, sem risco grave. “É um problema, claro, mas que se resolveria com a substituição da caixa d’água”, enfatiza Elisa.

Fonte: BdF Rio Grande do Sul

Edição: Sul 21


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