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sábado, outubro 31, 2020
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Trabalhadores da BRF lutam contra redução de direitos em campanha salarial

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Três mesas de negociação salarial acontecem nesta semana entre entidades sindicais e a BRF, gigante brasileira de alimentos, envolvendo cidades da região Sul do país. A primeira mesa, agendada para esta terça-feira (6), abrange as cidades de Lajeado, Marau, Serafina Corrêa, Erechim e Montenegro, no Rio Grande do Sul. Esta é a terceira rodada de campanha salarial 510 – 2021 .

Na quarta (7) e na quinta-feira (8), ocorrem as consequências nas cidades catarinenses de Concórdia e Chapecó, respectivamente, em campanha salarial desde junho. Até o momento, a BRF participou de uma reunião com entidades sindicais da região.

Os trabalhadores efetivos reajuste salarial pelo percentual acumulado do INPC-IBGE, aumento real do salário sem parcelamento, considerando as especificidades de cada local, e aumento real no ticket alimentação.

As entidades rechaçam o congelamento das condições de proteção e de direitos conquistados em acordos coletivos anteriores como o auxílio-creche (de R $ 46 em SC) e o auxílio escolar (de R $ 489 aos trabalhadores do RS) propostos pela BRF.

Como explica o secretário-geral da Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação (Contac), José Modelski Júnior, a empresa quer pagar aos trabalhadores das sete cidades metade do valor da informação para o reajuste salarial.

Para os trabalhadores do Rio Grande do Sul, com banco de dados em maio, a BRF oferece 1, 23%. A atualização do período foi de 2, 25%. Aos trabalhadores catarinenses, com base de dados em junho, a empresa oferece 1,0 025% do INPC do período, que foi de 2, %.

“Os trabalhadores e trabalhadoras demonstraram indignação a uma proposta tão rebaixada. Queremos voltar a negociar, mas vai depender de uma empresa mudar a sua proposta ”, afirma Júnior.

Caravana e paralisações



Em Chapecó (SC), trabalhadores paralisaram suas atividades no dia 2 de outubro e iniciaram greve de dois turnos / Reprodução

O presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Rio Grande do Sul, Paulo Madeira, avalia as mobilizações devem se intensificar, caso não haja avanços. Na última semana, como entidades sindicais realizaram caravana por todas as cidades, com protestos em frente às portas da fábrica da BRF.

“Até mesmo sindicatos que não têm BRF na base se somaram à nossa campanha, isso demonstração a unidade do movimento sindical. Nós não aceitaremos aceitar as imposições que a empresa coloca na mesa, querendo nos desgastar com 15, 15, 20 reuniões sem avanço. Os trabalhadores querem seus direitos garantidos ”, destaca Madeira.

Segundo o presidente da Contac-CUT, Nelson Morelli, como desta campanha salarial 2020 – 2020 Ir impactar a vida de aproximadamente 25 mil trabalhadores.

“Esta pandemia está aflorando a intransigência de empresas como a BRF, que fala em custos, mesmo sem ter parado por um só instante as fábricas, expondo a saúde dos trabalhadores ao coronavírus. A produção, vendas, exportações e ganhos seguindo crescendo e é por isso que a nossa mobilização não irá parar ”, aponta.

Exemplo desta mobilização pode ser vista na cidade de Chapecó (SC), no último dia 2, quando houve paralisação por 24 h nas atividades da fábrica, na linha de produção de direitos.

“Os trabalhadores não irão aceitar a proposta de redução de direitos, estão estão enfurecidos e avaliados como absurda a postura da BRF ”, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias das Carnes e Derivados de Chapecó e Região (Sitracarnes), Jenir Ponciano de Paula.

Após o posicionamento da empresa na última semana, os trabalhadores iniciaram, por iniciativa própria, um movimento grevista paralisando dois turnos. Após tratativas junto ao sindicato, os trabalhadores decidiram aguardar os desdobramentos da mesa de negociação e a realização de uma assembleia para decidir sobre futura greve.

Consultada sobre a redução salarial de direitos e benefícios do acordo coletivo de trabalho, a BRF informou que “as coletivas com os sindicatos da região Sul do Brasil para o Acordo Coletivo de Trabalho 510 estão em curso e que mantêm um diálogo frequente com as entidades sindicais “.

Fonte: BdF Rio Grande do Sul

Edição : Marcelo Ferreira


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