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quinta-feira, outubro 22, 2020
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Justiça adia julgamento da jogadora de vôlei Carol Solberg por “Fora, Bolsonaro”

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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) adiou o julgamento da jogadora de vôlei Carol Solberg que estava marcado para o início da noite desta terça-feira (6). O relator do caso no STJD, Robson Luiz Vieira, vai enviar o processo à procuradoria para analisar o pedido da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) ) de integrarem o processo.

Isso porque o julgamento seria realizado pela 1ª comissão disciplinar, escolhida por sorteio. A decisão por adiar veio depois que as duas entidades externas pediram para ser parte.

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A procuradoria do STJD pede que a jogadora carioca receba multa de R $ 30 mil e suspensão de seis meses dos torneios, penalidades máximas, por ter dito “Fora, Bolsonaro” no final de uma entrevista para o canal SporTV. A manifestação do atleta ocorreu no último dia 20 após ela conquistar a medalha de bronze no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, em Saquarema (RJ).

“O ‘Fora, Bolsonaro’ está engasgado aqui na garganta. Ver esse desgoverno dessa forma, ver o pantanal queimando, 30 mil mortes e a gente encarando a pandemia desse jeito. É isso. Tá engasgado esse grito. E me sinto, como atleta, na obrigação de me posicionar ”, afirmou o atleta em sua página no Instagram no dia do protesto.

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Leia mais: Denúncia pede multa de R $ 30 mil a jogadora Carol Solberg por “Fora, Bolsonaro “

A denúncia sustenta que Carol Solberg deixou de cumprir o regulamento da competição e assumiu conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva. A acusação cita os artigos 140 e 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Pelo primeiro artigo, a punição é de até R $ 30 mil. Pelo segundo, suspensão de até seis partidas, provas ou equivalentes.

Leia também: Papo Esportivo | E quem é a CBV para falar de ética?

Entidades que defendem o direito de manifestação, como a Comissão de Atletas do Comitê Olímpico do Brasil (CACOB), lembram que o julgamento do STJD leva em consideração a jurisprudência em outros casos, como quando a dupla de vôlei Wallace e Maurício Souza apareceu nas redes sociais fazendo com as mãos o número do então candidato à presidência Jair Bolsonaro (sem partido) em setembro de 2018, período de campanha eleitoral.

Na época, não houve nenhum tipo de sanção à dupla.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Eduardo Miranda e Leandro Melito


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