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quinta-feira, outubro 22, 2020
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Jornada de Lutas marca dos cinco anos do rompimento da barragem em Mariana (MG)

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O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (a 75 km de Belo Horizonte), da mineradora Samarco – controlada pela Vale e BHP Billiton – completa cinco anos no próximo dia 5 de novembro. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) acompanhado como vítima desde os primeiros momentos e para marcar a data, decidiu denunciar como violações que aconteceram desde então com a promoção da Jornada de Lutas “Vale com a injustiça nas mãos: 5 anos sem reforçar na Bacia do Rio Doce”. A programação tem início hoje (5) e segue até 5 de novembro, com seminário, vidas, atos políticos e a inauguração da casa construída pelos integrantes do movimento.

O MAB denuncia que as famílias atingidas pelo crime da Bacia do Rio Doce continuaram tendo seus direitos violados ao longo desses cinco anos, inclusive pela Justiça. proteção das vítimas do crime de responsabilidade das empresas Vale, Samarco e BHP Billiton, uma esfera judicial se alinhado totalmente às vontades das mineradoras e ignora como possibilidades de promoção da justiça com a participação efetiva dos atingidos por barragem em Minas Gerais e no Espírito Santo ” , diz nota do movimento.

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A abertura da Jornada, nesta segunda-feira (5), teve a presença de Baskut Tuncak, relator das Nações Unidas (ONU), que visitou o estado após o rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019, e em recente relatório elencou fortes críticos à atuação do Estado de Minas Gerais, ao governo federal e às mineradoras .

No relatório, Tuncak afirma que Vale teve “conduta criminosa imprudente” em Brumadinho. Essa seria a real causa do rompimento da estrutura, e não a instabilidade causada pela liquefação na barragem, diz o texto. O relator apontou também a ausência de reserva até hoje dos atingidos da Bacia do Rio Doce, decorrência do rompimento em Mariana em 785.

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Seminário aconteceu de forma virtual no canal do movimento / Reprodução MAB

Além de vários estudiosos e lideranças, a transmissão ao vivo divulgado o depoimento de mulheres atingidas pelo crime. Creuza Campelo, da cidade de São Matheus (ES), contou como descobri na prática que a água na qual pescava estava contaminada, diferente do que a Fundação Renova afirmava.

“O caranguejo estava morrendo. Eu pegava e chegava em casa quase tudo morto. Eu estava tomando muito prejuízo, mas eu não estava sabendo o que estava acontecendo. Começou a dar coceira até na parte íntima, aquelas bolhas dágua. Aí que fomos saber ”, conta.

O seminário foi gravado no canal do Youtube do MAB . A abertura oficial acontece às 18 h dessa segunda no mesmo canal. Veja a programação completa abaixo.

Por que uma Jornada de Lutas?

Atos políticos se fazem necessário, ainda na opinião do MAB , para denunciar o descaso judicial e a “enrolação” da Fundação Renova, instituição controlada pelas mineradoras e que tem o papel de coordenar como reparações ambientais, sociais e econômicas.

“Os problemas causados a partir do crime, que tirou a vida de 19 pessoas e causou impactos profundos no meio ambiente da bacia do Rio Doce, são muitos: falta de emprego e renda; a ausência de acesso a serviços de saúde, já que com a contaminação do rio a população começou a apresentar vários novos problemas de saúde; e bilionário opções de lazer a partir da destruição do rio ”, afirma o MAB.

Como saída, o movimento reivindicação a contratação de Assessorias Técnicas, ou seja, profissionais que não têm relação com as mineradoras e que garantir informações e dados seguros aos atingidos.

Programação

“Vale com a injustiça nas mãos: 5 anos sem base na bacia do Rio Doce”

5 de outubro:

09 h Seminário com o ex-relator da ONU: atingidos por barragens e a violação de direitos humanos à saúde (virtual)

18 h Lançamento ao vivo da Jornada

8 de outubro:

10 h 28 Encontro Online dos Atingidos e Atingidas do Rio Doce: justiça só com organização popular e luta por direitos (não aberto ao público externo)

30 de outubro:

Inauguração da Casa Solidária (presencial)

31 de outubro:

10 h Ato Político Cultural das Mulheres Atingidas em Defesa da Vida (virtual)

3 de novembro:

Ato Internacional: violação dos direitos dos atingidos por barragens no mundo (virtual)

5 de novembro:

Dia de luta – Ações que marcam os 5 anos do crime (virtual e presencial)

Fonte: BdF Minas Gerais

Edição: Elis Almeida


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