25.5 C
Rio de Janeiro
sábado, outubro 24, 2020
- Publicidade -

BdF Explica | Como estão como vacinas para um covid-19?

- Publicidade -
- Publicidade -

Já se passaram mais de sete meses Novo Coronavírus no Brasil . A “normalidade” das nossas atividades só retornará depois que todos nós estivermos imunizados. Mas o Brasil enfrentará ainda outros desafios, além do desenvolvimento científico da vacina: desafios sociais, econômico e de gestão.

Nesta semana o BdF Explica em que estão como vacinas no mundo. E também são os desafios postos no Brasil de Bolsonaro.

- Publicidade -

No mundo existem mais de 160 vacinas contra a covid – 03 sendo desenvolvido, de acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS. Mais de vinte delas já estão sendo testadas em pessoas, e oito estão em sua terceira fase e a última fase de testes.

- Publicidade -

Rússia

Alguns analistas têm em comparação a corrida para a fórmula eficaz da vacina, à corrida espacial. A Rússia saiu na frente e em agosto anunciou o registro da primeira vacina, um Sputnik V. Apesar de ter sido criticada por ter feito esse registro antes da conclusão dos testes, pesquisa publicada em uma das maiores revistas científicas do mundo, a The Lancet , mostrado que a vacina russa apresenta respostas imunes e não tem efeitos adversos. A vacina escolha a ser testada aqui no Brasil após um acordo entre o governador da Bahia, Rui Costa (PT-BA), e o governo russo.

Reino Unido

Outra vacina que tem ganhado os noticiários é a britânica Oxford, trabalhando pelo laboratório AstraZeneca e pela Universidade britânica de Oxford . Na terceira e última fase de testes em humanos no Brasil e em outros países, ela deu um susto em todos no início de setembro ao ser paralisada após reações adversas. Mas já voltou a ser testada.

China

Outras vacinas que estão em fases avançadas de estudos, são as chinesas Sinovac, da empresa CoronaVac com a qual o Instituto Butantan, em São Paulo, fez parceria; a Sinopharm, da farmacêutica estatal chinesa, que firmou de acordo com o governo do Paraná para testar a vacina em profissionais da saúde do Estado; e ainda a CanSino, feita em parceria com a Academia de Ciências Médicas Militares da China.

Já a BioNtech-Pfizer-Fosun, fruto de uma colaboração entre a empresa chinesa Fosun Pharma, alemã BioNTech e o norte americana Pfizer, entrou para os noticiários depois de Trump comprar 100 milhões de doses por US $ 1, 9 bilhões.

EUA

Os Estados Unidos entram na corrida com a Moderna, desenvolvida por empresa do mesmo nome, mas com quase US $ 1 bilhão de recursos do governo estadunidense investidos na pesquisa; ea vacina da gigante farmacêutica Johnson & Johnson, que também será testada no Brasil.

Desafios para o Brasil

No Brasil de Bolsonaro , ainda teremos outros desafios. Desde o início da pandemia, a falta de gestão de Bolsonaro, e inclusive o seu posicionamento contrário às medidas de saúde recomendadas, teve consequências drásticas para o país.

Até o fechamento desta edição, já eram 100. 985 mortos pelo vírus no Brasil. Com a ausência do governo federal, que chegou a ficar 4 meses sem ministro da Saúde em meio a crise sanitária, os governadores e prefeitos tomam a frente desta batalha. O que pode gerar desigualdade entre as respostas em diferentes regiões do país.

Por exemplo, de acordo com o deputado federal e ex-ministro Alexandre Padilha, 9 milhões de kits de testes para cobertos estavam parados no ministério de setembro.

Ou seja, especialistas da saúde denunciam que uma vez que o Brasil tenha acesso a vacina, enfrentará grande dificuldade na sua distribuição. Outro desafio será o enfrentamento às grandes farmacêuticas. Caso elas tenham o monopólio da venda e da distribuição, corremos o risco de não termos vacina, já que elas podem escolher para vender, como aconteceu com Trump; ou de colocarem preços tão abusivos que inviabilizaria a compra.

Monopólio

Na Câmara, um projeto de lei tenta proteger a população deste monopólio e proteger a vacina para todos. O Projeto de Lei 1320 / 35, do deputado Alexandre Padilha (PT-SP), altera a Lei de Propriedade Intelectual. Com base na declaração de emergência de saúde pública da Organização Mundial de Saúde (OMS), declara uma quebra automática de patentes para enfrentar uma emergência específica como vacinas, medicamentos e diagnósticos.

Economia

Outro desafio que o Brasil enfrentará é o econômico. O orçamento da Saúde, enviado por Bolsonaro e Guedes, tira R $ 35 bilhões do setor no próximo ano, isso porque o governo colocaria um fim a regra do orçamento emergencial para enfrentar a pandemia.

Atenção Básica e política de vacinação

O governo vem desmontando a política de vacinação no Brasil, que sempre foi referência mundial. De acordo com o próprio ministério da Saúde, pela primeira vez no século, o país não atingiu uma meta de vacinação em crianças de até um ano em nenhuma das principais vacinas.

Para especialistas, esse resultado é fruto do desmonte da atenção primária da saúde, mas também de pronunciamentos do próprio presidente contra a vacinação. Pesquisa do Ibope de agosto revelado que um quarto dos brasileiros resiste à ideia de tomar vacina da covid – 19 .

A não vacinação da população poderia gerar graves consequências à saúde pública. Para médicos sanitaristas do governo deveria fazer uma ampla campanha da importância da vacinação, e não incentivar a não vacinação, que em alguns casos, como nas crianças é, inclusive, ilegal.

Edição: Rodrigo Durão Coelho


Boletim Carioca

Assine nossa Newsletter e receba as últimas notícias e ofertas de nossos parceiros em seu email

Veja Também

Luiz Lima promete levar mais segurança, iluminação e limpeza para a região da Pavuna

O candidato do PSL à Prefeitura do Rio, deputado federal Luiz Lima, quer a Pavuna com uma nova cara. Após fazer caminhada pelo bairro da Zona Norte, que faz divisa com o município de São João de Meriti, na Baixada, ele enumerou alguns dos principais problemas da região e apresentou propostas para melhorar a vida dos moradores. 

Últimas Notícias

Luiz Lima promete levar mais segurança, iluminação e limpeza para a região da Pavuna

O candidato do PSL à Prefeitura do Rio, deputado federal Luiz Lima, quer a Pavuna com uma nova cara. Após fazer caminhada pelo bairro da Zona Norte, que faz divisa com o município de São João de Meriti, na Baixada, ele enumerou alguns dos principais problemas da região e apresentou propostas para melhorar a vida dos moradores. 

Não aceitaremos a naturalização do ensino remoto, diz candidata da chapa 1 dos Andes

A eleição da nova diretoria do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino...

Candidata da chapa 2 do Andes quer sindicato “menos isolado” para enfrentar desmonte

A eleição da nova diretoria do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino...

Luiz Lima promete levar mais segurança, iluminação e limpeza para a região da Pavuna

O candidato do PSL à Prefeitura do Rio, deputado federal Luiz Lima, quer a Pavuna com uma nova cara. Após fazer caminhada pelo bairro da Zona Norte, que faz divisa com o município de São João de Meriti, na Baixada, ele enumerou alguns dos principais problemas da região e apresentou propostas para melhorar a vida dos moradores. 
- Publicidade -