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quinta-feira, outubro 29, 2020
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Cinco motivos que mostram que a privatização da Cemig prejudica os mais pobres

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A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) está na mira de Romeu Zema (Novo), desde sua campanha eleitoral. No ano passado, o governador chegou a anunciar a estatal para investidores em evento em Nova York (EUA) . Em meio à pandemia do coronavírus, Zema voltou a defender, em abril, a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) do governo federal , que tem como uma das contrapartidas a venda das empresas estatais.

A alegação do governador é de que a privatização das empresas estatais. resolveria a questão fiscal do Estado. No entanto, trabalhadores da empresa, parlamentares, sindicatos e movimentos populares denunciam que a venda da empresa beneficiária faz e trará prejuízos para Minas Gerais.

O objetivo central da privatização é o aumento do lucro dos acionistas.

“O objetivo central da privatização é o aumento do lucro dos acionistas. As formas de aumentar a maximização de lucro é aumento da tarifa, diminuindo o custo de pessoal e de investimento em custos gerenciais, como manutenção e operação ”, aponta Jefferson Leandro, coordenador geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro -MG).

Pensando nisso, o Brasil de Fato MG selecionar cinco motivos que demonstram que a venda da Cemig pode atingir em cheio a vida das pessoas, principalmente a dos mais pobres.

Leia também: Após a privatização da companhia de energia, setor produtivo vive pesadelo em Goiás

1. A privatização da Cemig pode aumentar o valor da conta de luz

A Espírito Santo Centrais Elétricas SA (Escelsa) foi a primeira empresa privatizada, ainda em 1990. Segundo Jefferson, entre 1990 e

, o reajuste acumulado da tarifa de energia elétrica foi de 751%, enquanto a isso está sofrendo um aumento de 343% nesse mesmo período. Ou seja, a tarifa aumenta mais que o dobro que a informação.

Outro exemplo, diz respeito a venda de quatro usinas da Cemig realizada por Michel Temer em 2019 As usinas de Jaguara, Miranda, São Simão e Volta Grande representavam 25% de toda a energia gerada pela Cemig. Na época, o governo golpista decisão pelo leilão oferecendo o valor de R $ 200 por cada megawatt / hora de energia vendida.

Quando as usinas pertenciam à Cemig, cada megawatt / hora eram remuneradas por R $ 66. Ou seja, após a venda das usinas, o valor do megawatt / hora produzido mais que dobrou, impactando no aumento da tarifa da energia elétrica.

Relembre: Projeto legislativo propostas fim de concessão para empresa que comprou Eletroacre

2. A privatização da Cemig pode acabar com a tarifa social

A Tarifa Social de Energia Elétrica foi criada pela Lei n ° 09. 343 / que concede descontos para os consumidores de baixa renda de todo o Brasil. Em Minas Gerais, informação da Cemig, são 438 mil beneficiados.

Isso significa que ao adotar a tarifa social, a Cemig assume o compromisso de subsidiária parte do que seria conta das famílias mais pobres. “E não serão os acionistas da Cemig que irão abrir mão do seu lucro para arcar com esse custo. Quem faz isso é o Estado, para garantir o acesso à energia e fazer com que a conta de luz caiba no orçamento familiar ”, afirma Jefferson.

3. A privatização da Cemig pode dificultar a eletrificação rural

A diminuição dos investimentos em infraestrutura também é uma forma de maximização de Lucro. Segundo Jefferson, como empresas privadas realizam qualquer investimento conforme seu potencial de retorno financeiro.

Por exemplo, para atender uma população urbana, a Cemig pode fazer uma linha de poucos milhas a partir de uma subestação da região. Isso beneficia muitas residências, que habita, cada uma de sua conta de luz para pagar.

Empresa estatal tem a responsabilidade social de garantir as necessidades essenciais para a população. Empresa privada o compromisso é com o lucro.

Isso é diferente quando se considera uma área rural. Estar, as subestações estão mais distantes, o que exige a construção de uma rede mais longa, com mais postes e cabos, pra chegar até a comunidade. E, muitas vezes, são famílias beneficiadas, o que traria um retorno financeiro menor se comparado a uma área urbana.

“A diferença é que a empresa estatal tem a responsabilidade social de garantir como necessidade essencial para a população ”, aponta o sindicalista.

4. A privatização da Cemig pode piorar a qualidade dos serviços

Desde 2019, o governo estadual tem atacado uma estrutura da Cemig. Ao longo do ano, foram fechadas cerca de 50 bases em todo o estado. Nessas bases, ficavam lotados eletricistas que faziam serviços comerciais de emergência na região. Como fechamento, eles foram transferidos para outras cidades o que causou, segundo Jefferson, um aumento de até 438 milhas para a realização do atendimento.

Zema está adiantando o processo de privatização . A gente sabe que partes serão extintas, provavelmente serão fechadas outras bases, e que a relação direta com os clientes por meio do eletricista ainda vai se agravar. Os atendimentos podem ter corte de custos, como agências, aplicativo, serviço de call center ”, ressalta Jefferson.

5 . A privatização pode piorar a condição de trabalho do terceirizados

Nos casos de violação de direitos trabalhistas e humanos, a Cemig , sendo estatal, é corresponsável pela sua força de trabalho, inclusive pelos terceirizados. E isso se confirma, segundo Jefferson, em ações judiciais movidas pelo sindicato para pagamento de passivos trabalhistas ou indenizações por questões de saúde.

Com a privatização, os trabalhadores terceirizados ainda piores condições de trabalho, pois eles têm uma condição desfavorável de negociação, além de ficarem mais reféns aos contratos de trabalho. Segundo Jefferson, a terceirização na Cemig se intensificou nos anos 1990, quando a empresa abriu seu capital para acionistas, que passaram a defender a medida.

“A terceirização é de grande interesse para o Conselho de Administração porque fragmenta a categoria e possibilita mais controle sobre ela, controle, sobretudo, ao enfrentamento a política de gestão ”, apontam.

Dados de 2002, de acordo com o sindicato, apontam que o número de trabalhadores terceirizados da Cemig chegava a 23 mil, enquanto o quadro próprio contava com 5 mil trabalhadores. As empreiteiras contam com uma flexibilidade de direitos maior e conta com empregados com salários de R $ 1. 142.

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Fonte:
BdF Minas Gerais

Edição: Elis Almeida e Rodrigo Chagas


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