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sábado, outubro 31, 2020
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Chamas voltam a atingir Serra do Amolar, em Mato Grosso do Sul

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A propagação das chamas na Serra do Amolar, no Pantanal sul-mato-grossense, voltou a mobilizar os esforços de bombeiros, brigadistas e voluntários. Segundo o governo em Mato Grosso do Sul, o fogo que há quatro dias se espalha pela Reserva Particular do Patrimônio Natural Eliezer Batista já incinerou mais 10 mil hectares da unidade de conservação. Já de acordo com representantes da organização não governamental (ong) que administra a unidade de conservação, a situação é “crítica e incontrolável”.

Cada hectare corresponde, aproximadamente, às medidas de um campo de futebol oficial. O incêndio ameaça ainda outras duas unidades de conservação próximas. Para tentar impedir o avanço das chamas, um avião alugado pelo governo estadual e um helicóptero do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foram deslocado para a região a fim de auxiliar as equipes que combatem às chamas em terra. Um caminhão com capacidade para 10 mil litros de combustível deve chegar à região em breve.

De acordo com o Instituto Homem Pantaneiro, organização não governamental (ONG) que administra a reserva particular, o incêndio na região da Serra do Amolar recomeçou no fim da tarde da última sexta-feira (25), e se intensificou ao atingir a reserva particular. As equipes de combate chegaram rapidamente à área, mas “apesar dos [primeiros] esforços, estamos mobilizando mais equipes para reforçar a frente de combate”, informou a ONG. 

Segundo Ângelo Rabelo, diretor de relações institucional do Instituto Homem Pantaneiro, a situação é devastadora. “Estamos enfrentando uma situação ainda mais delicada, com vários pontos de calor e fogo em toda a região do Parque Nacional do Pantanal. Na Serra do Amolar, o fogo se propagou por outras direções. O cenário é muito crítico e incontrolável. Não há estrutura e efetivo que controle o que está acontecendo. Quero crer que mesmo com a grande mobilização que está havendo, a situação é bastante crítica

Em nota, o governo estadual informou que 35 pessoas já estão participando do enfrentamento às chamas. São bombeiros de Mato Grosso do Sul e do Paraná, brigadistas do ICMBio e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), funcionários do Instituto Homem Pantaneiro e voluntários. Desde ontem (27), eles tentam impedir que o fogo atinja à morraria do Amolar, onde o trabalho se torna mais difícil. A área mais crítica fica entre as baías Mandioré e Taquaral.

As condições climáticas dificultam o combate às chamas, pois com as altas temperaturas e a baixa umidade do ar, o fogo se espalha rapidamente pela vegetação seca. Situação que não deve se alterar muito pelos próximos dias, já que uma massa de ar seco deve continuar continuar atuando sobre toda a região centro-oeste do país ao longo desta semana. Segundo a meteorologista Franciane Rodrigues, do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), não há expectativa de chuvas significativas para o estado pelo menos até o próximo dia 11 – ainda que, entre hoje e amanhã, chuvas isoladas e de fraca intensidade possam ocorrer nas regiões Sudoeste e Sul do estado. Além da baixa umidade relativa do ar, as condições climáticas favorecerão uma nova onda de calor, com as temperaturas podendo atingir 41ºC em algumas localidades.

Estiagem

Além das queimadas, a estiagem causou um problema para a região Centro-Oeste: o baixo nível dos cursos d´água que abastecem o Rio Paraguai, que, em diversos pontos, já apresenta um volume de água preocupante.

Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em alguns pontos onde há estações de monitoramento, o nível já está abaixo do normal para esta época do ano, impactando a navegação na Hidrovia Paraguai-Paraná, uma das principais vias fluviais da América do Sul, por onde é transportada boa parte da safra de grãos do país.

Ainda segundo a ANA, a captação de água para abastecer algumas cidades, como Corumbá (MS), também estão próximas ao considerado nível de risco, exigindo medidas para evitar o desabastecimento.

Na semana passada, a ANA e órgãos ligados à gestão dos recursos hídricos, meio ambiente, saneamento e defesa civil de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e federais instalaram a chamada Sala de Crise do Pantanal. O objetivo da iniciativa é identificar e discutir, em conjunto, medidas para enfrentar e minimizar os impactos da seca na região hidrográfica do Rio Paraguai. A primeira reunião do grupo ocorreu no último dia 22 e, segundo a ANA, contou também com a participação de membros de conselhos e associações de usuários, além de parlamentares de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso. O grupo deve voltar a se reunir no próximo dia 1º.

De acordo com a ANA, desde 2010, a região Centro-Oeste tem registrado chuvas abaixo da média. Situação que se agravou na última temporada de chuvas (2019-2020). “O período foi mais desfavorável e chegou a aproximadamente de 70% da média esperada entre outubro de 2019 e o momento atual”, informa a agência, em nota em que aponta a hipótese de o fenômeno climático conhecido como La Niña retardar o início das chuvas na região. Habitualmente, as chuvas começam a ocorrer com maior regularidade entre o fim de setembro e início de outubro.

A chamada Região Hidrográfica do Paraguai ocupa 4,3% do território brasileiro (363.446km²), abrangendo parte de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o que inclui a maior parcela do Pantanal. Na área de abrangência da região hidrográfica vivem cerca de 2,39 milhões de pessoas, sendo 87% delas em área urbana, conforme divulgou a ANA, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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