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domingo, outubro 25, 2020
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Prefeitura “libera geral”, e Curitiba passa de mil mortes por coronavírus

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15 dias após o anúncio de mudança da bandeira laranja para amarela, que flexibilizou novamente as medidas de prevenção ao coronavírus, a cidade de Curitiba (PR) chegou, ontem (1º), a 1010 mortes por Covid-19. Em live, a Secretária Municipal de Saúde, Márcia Huçulak, informou que, além do aumento nos óbitos, o índice de transmissibilidade voltou a crescer, passando de 0,76 para 1,14. Isso indica que 100 pessoas infectadas podem passar para outras 114.

A secretária também disse que, se a tendência de aumento continuar, a bandeira pode mudar novamente. A cidade retomou a bandeira amarela no dia 18 de agosto, depois de ficar mais de dois meses em bandeira laranja, de alerta médio. O sistema de bandeiras foi elaborado pela Secretaria Municipal da Saúde no início da pandemia. As cores amarela (alerta), laranja (risco médio) e vermelha (risco alto) são representadas pelas notas 1, 2 e 3, valores da taxa calculada por meio de nove indicadores. Seis deles avaliam o nível de propagação da doença e três monitoram a capacidade de resposta do Sistema de Saúde da cidade.

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A alternância das regras e a falta de rigidez nos protocolos sanitários da Prefeitura de Curitiba têm estimulado a população a flexibilizar o comportamento de prevenção. No último final de semana, com o tempo ensolarado, os parques e os bares ao ar livre lotaram, inclusive com pessoas que não usavam máscara, item ainda obrigatório na cidade. Nessa mesma live à imprensa, a Secretária de Saúde, mais uma vez, culpou a população pelo aumento de casos e mortes. Porém, na semana passada, o prefeito, Rafael Greca (DEM), ao anunciar a mudança da bandeira laranja para amarela, disse aos curitibanos que o “pior já passou”. Pelo que tudo indica, o pior está voltando.  

O Ministério Público (MP), por meio da Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública da capital, ajuizou ação civil pública por considerar que a alteração foi feita pela Prefeitura de Curitiba porque a matriz de risco utilizada pelo município deixa de promover a adequada avaliação de riscos em saúde pública. O promotor Marcelo Paulo Maggio ressalta que a decisão do município leva em conta dados de apenas sete dias, mas que as autoridades nacionais e internacionais pregam a análise dos últimos 14 dias. 

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A ação ainda destaca que o município desconsidera a “previsão do esgotamento de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI)”, importante diretriz a ser avaliada. No dia do anúncio da mudança de bandeiras, existiam apenas 26 leitos de UTIS disponíveis. O MP requereu que seja concedida uma liminar que determine a incorporação em sua matriz de risco dos indicadores adequados. E, na sequência, que o município adote medidas adequadas a partir do nível de risco corretamente identificado e os que vierem a suceder. 

Paraná confirma mais 55 óbitos


A Secretaria de Estado da Saúde divulgou ontem mais 1.647 casos de contaminação por coronavírus e 55 mortes pela Covid-19. O Paraná já tem, ao total, 132.145 casos positivos confirmados e 3.306 mortes. Destas, 1010 só em Curitiba. Os 55 pacientes que foram a óbito estavam internados. São 18 mulheres e 37 homens, com idades que variam de 32 a 94 anos. As mortes aconteceram entre os dias 2 de agosto e 1º de setembro.

Fonte: BdF Paraná

Edição: Gabriel Carriconde


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