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sábado, setembro 26, 2020
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Polícia Federal incinera quase 23 toneladas de drogas em todo o país

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A Polícia Federal incinerou hoje (26), em todo o país, quase 23 toneladas de drogas. As ações fazem parte da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas.

Em Curitiba, a instituição anunciou a incineração de 2.678 quilos de drogas apreendidos em “diversas operações”.

Entre as drogas incineradas figuram cocaína, maconha, ecstasy e haxixe, além de agrotóxicos, anabolizantes e medicamentos contrabandeados como metanfetamina, tetracaína, netilpentilona, informa nota da PF.

Acrescenta que mais de 39 toneladas de drogas já foram incineradas em 2020, mesmo com as restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Rio de Janeiro

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No Rio, além da incineração de 5 toneladas de entorpecentes apreendidas em operações, a superintendência realizou uma campanha solidária para a doação de alimentos e produtos de higiene e limpeza para famílias do Morro da Providência e para alunos moradores participantes do Projeto Aventura Federal Jiu Jitsu, que fazem aulas na academia da superintendência.

Ao todo, a superintendência recebeu quase uma tonelada de produtos e, nesta sexta-feira, doou mais de 80 cestas básicas para a Cruz Vermelha, que vai fazer a distribuição aos moradores e alunos. A arrecadação foi feita no hall principal do prédio do órgão no centro do Rio.

São Paulo

Em São Paulo, 1,5 tonelada de drogas apreendidas pela Polícia Federal e por outras instituições policiais da região, nos anos de 2019 e 2020, foi incinerada hoje. Nesse procedimento, acompanhado por técnicos da Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério Público Estadual, foram incinerados medicamentos do Paraguai, 200 kg de cocaína e 1,1 toneladas de maconha.

Em São José do Rio Preto, a Polícia Federal incinerou mais de 12 toneladas de drogas em uma usina de açúcar e álcool. A droga era resultado de apreensões realizadas pela delegacia da PF no município nos últimos três meses.

Ceará

No Ceará, houve incineração de mais de 1,6 tonelada de drogas, numa empresa de cerâmica, localizada no município de Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza. Foram destruidos 1563 kg de cocaína; 95,6 kg de maconha; 29.956 unidades de ecstasy e 235 ampolas de anabolizantes.

Espírito Santo

Já no Espírito Santo, a Polícia Federal deflagrou, também nesta sexta-feira, a Operação Parônimo, de combate ao tráfico de drogas a partir de postagens nos Correios. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, em bairros nobres da capital Vitória. As investigações começaram quando a área de segurança dos Correios detectou encomenda postal contendo possíveis ilícitos em seu interior e com destinatário no município. Depois de apreender a encomenda, a PF identificou que era LSD postado em Foz do Iguaçu (PR). Os investigados responderão pelo crime de tráfico interestadual de drogas, com pena que varia de 5 a 15 anos de reclusão.

Rio Grande do Norte

Também na Semana Nacional, a Polícia Federal do Rio Grande do Norte prendeu em flagrante, na noite da quarta-feira (24), no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Natal, duas mulheres acusadas de tráfico de drogas. Elas portavam na bagagem 59,45 kg de maconha e tinham chegado de um voo proveniente de Florianópolis (SC).

Investigação financeira

Para o superintendente regional da Polícia Federal do Rio, Tássio Muzzi, junto com as apreensões realizadas durante o ano, a PF tem feito um trabalho silencioso e muito eficiente no combate às drogas no país.

Segundo Muzzi, as ações de inteligência para identificar a origem dos recursos dos traficantes que alimentam o mercado desse crime têm sido intensificadas. “É a investigação financeira para reprimir não só com a apreensão de drogas, mas para descapitalizar as organizações criminosas. A prisão [do criminoso], embora seja importantíssima, a gente vê nas organizações criminosas, eles sendo substituídos. O recurso apreendido em investigação financeira é um impacto bem grande. Isso tem evoluído”, destacou.

“Fica com menos recurso para investir. A organização criminosa, embora ilícita, acaba sendo uma empresa. O custo-benefício fica menos vantajoso e, com isso, há menos incentivo para as pessoas buscarem esse caminho”, completou, destacando que nessa área a PF busca parcerias com outros órgãos de inteligência, inclusive dos estados.

*Colaborou Cristina Indio do Brasil

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